Rui Reininho no Bons Sons: "Por mares nunca dantes navegados"

Vinte mil éguas submarinas à solta na aldeia de Cem Soldos. O novo disco de Rui Reininho mergulhou na noite do penúltimo dia do festival. "A mudança é difícil, mas é nossa", disse à plateia, após a primeira música do alinhamento, e logo depois "Namastea", na irreverência que lhe é tão singular. Com estas "vinte mil éguas submarinas", Rui Reininho confessou-se à TSF " um homem mais completo."

"Vamos estar aqui em terra, num palco que é um pouquinho assustador, mas é com essa vertigem e sem enjoos que me entrego, sinceramente." Rui Reininho, a meia hora de pisar o palco Zeca Afonso, sentado numa poltrona, debaixo de uma oliveira, no lusco fusco da noite, pediu um chá e quebrou a regra de não falar antes dos concertos (nem ao telemóvel), para uma pequena entrevista à TSF.

Estreou-se no festival Bons Sons, com o novo disco "Vinte mil éguas submarinas", inspirado em Júlio Verne. "O primeiro homem que me fez viajar de cabeça", e na tradição budista "este disco nasceu no Nepal, quando subi ao Annapurna com a minha maestrina, começa ali a cantar no princípio do disco, e eu pensei quero registar esta voz, esta presença, e esta minha vivência de 20 anos com os gongos, feng fing fung, e as taças tibetanas, que realmente é ali o meu mundo, paralelo. É o meu mundo paralelo".

A obsessão pelos mares

"Eu sempre vivi perto do mar, e aquilo é uma coisa fantástica, as vibrações, os sustos, o respeito", a corrente da amizade: "Encontrar músicos e amigos ao longo destes anos e reatar conversas sem justificar o que estivemos a fazer, isso é o melhor de tudo." E as ondas da rádio: "A TSF, sempre uma boa companhia."

Rui Reininho está menos festivaleiro do que já foi, "mas estas vinte mil léguas permitiram-me ser outro eu, que é um homem mais contido, que está agora a usufruir da sua vida, por mares nunca dantes navegados."

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