Um abraço para Caetano Veloso em dia de aniversário

Artista recorda a prisão, em 1968, como o período mais "destabilizador" dos seus 80 anos. "Fiquei diferente", diz.

Autor da banda sonora de muita gente, Caetano Veloso comemora este domingo 80 anos. E para assinalar o marco que não pensou alcançar (em pequenino, uma senhora famosa por prever o futuro disse-lhe que viveria até aos 65), Caetano vai dar um concerto em família, com os filhos Moreno, Zeca e Tom, além da irmã Maria Bethânia. Um momento que será transmitido na Globoplay e Multishow.

Em entrevista à Globlo, que homegeia o artista que começou a cantar nos idos dos anos 60, assume que em tanto tempo de vida, há um capítulo que foi penoso, a prisão em dezembro de 1968, durante a ditadura militar do Brasil: "Ser preso e ficar preso sem explicação, ser jogado na solitária e ficar um mês sem que ninguém dissesse porque é que tinha sido preso, foi o negócio mais destabilizador (...) Fiquei diferente", diz.

Da Baía para o mundo, o músico que também escreve, produz e toca (também toca em quem ouve), tem também um posicionamento político bem afinado.

Olhando para trás, Caetano, bem resolvido, tinha uma pequena mensagem para o pequeno Caetano lá atrás: "Acho que encorajaria esse menino que fui dizendo 'pode ficar despreocupado que vai dar para muita coisa."

Nesta caminhada pela vida, diz à TV Globo que até quer um presente de aniversário, mas não para ele. "Peço como presente para mim uma contribuição para a TV Pelourinho, uma organização que há em Salvador de formação de jovens para dominar a tecnologia da televisão."

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