Discotecas lamentam perda da "cereja no topo do bolo". Promotores não entendem critérios

Os bares e as discotecas vão estar encerrados a partir do dia de Natal. Já para entrar num espetáculo cultural será necessário a apresentação de um teste negativo. À TSF, representantes dos setores criticam Governo.

O presidente da Associação de Promotores de Espetáculos considera que as novas medidas anunciadas pelo Governo para conter a pandemia vão piorar a situação do setor. À TSF, Álvaro Covões, defende que assim o Governo deve criar condições para "dar contrapartidas".

O primeiro-ministro, António Costa, anunciou esta terça-feira novas medidas para conter o crescimento de novos casos. A partir de dia 25, no período de contenção que foi antecipado, é necessário a apresentação de um teste negativo para entrar num espetáculo cultural.

"Só estão a limitar algumas atividades económicas, não todas. Para a economia não funcionar, entende-se que deve-se fazer isto. Muito bem, mas tem de haver contrapartidas. Há setores que estão a ser prejudicados portanto têm de ser apoiados", frisa o Álvaro Covões..

O managing diretor da Everything is New afirma ainda que não entende a dualidade de critérios no que diz respeito à obrigatoriedade da apresentação de testes negativo.

"Para ir a um espectáculo tem de ter teste negativo, para ir a um evento religioso ou político não tenho de ter nada. Não a pandemia de saúde não tem nem cor política nem cor setorial ou cor da atividade económica", atira.

Discotecas perdem a passagem de ano, a "cereja no topo do bolo"

É um dos setores mais afetados pela pandemia e agora voltam a ter de encerrar. Os bares e as discotecas não vão abrir numa altura importante para o negócio: o fim de ano. "Mais uma vez o Governo, contrariando o nosso pedido e suplicámos que esta medida, não fosse tomada em cima da passagem de ano porque também, contrariando as palavras de António Costa, também as discotecas fazem os seus investimentos a um mês, dois meses da passagem de ano", lamenta José Gouveia à TSF, da Associação de Discotecas Nacional.

"Há bilhetes vendidos, há contratações feitas, há encomendas já recebidas e pagas, há investimento na sua totalidade executado e esse investimento não pode ser ignorado até porque não podemos em custos, também temos de estar a falar em lucros", acrescenta, confirmando que a perda de lucros "é total".

José Gouveia considera que a passagem de ano "seria a cereja no topo do bolo" para os empresários que ainda estão a recuperar do período em que estiveram encerrados. "Este era o momento."

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