"Não há dúvidas de que remunerar os depósitos faz sentido"

Presidente do Sindicato Nacional dos Quadros Técnicos Bancários reconhece que os trabalhadores do setor "estão num ponto de rutura, com uma inflação de 10% e os bancos a duplicarem os resultados em 2022".

O presidente do Sindicato Nacional dos Quadros Técnicos Bancários (SNQTB), Paulo Gonçalves Marcos, defende que os bancos deveriam remunerar os depósitos mas, para isso, é necessário criar enquadramento legal que "incentive os portugueses a fazerem poupanças de médio e longo prazo", com foco na reforma.

"Quer as famílias, quer as empresas, porque de facto estamos muito carentes. E ao mesmo tempo que o senhor Governador proferiu estas declarações, saiu um estudo que diz que apenas cerca de um em cada seis portugueses poupa para a reforma. Portanto, creio que talvez seja uma boa oportunidade para os bancos subirem as suas taxas de remuneração de depósitos, o que está a acontecer, e penso que nas últimas semanas isto tem sido evidente. Mas, simultaneamente, é preciso criar o enquadramento regulatório e legal que permita que isto seja consequente e que seja um movimento que beneficie a sociedade portuguesa", explicou Paulo Gonçalves Marcos na entrevista à Vida do Dinheiro.

O responsável reconhece que os trabalhadores do setor "estão num ponto de rutura, com uma inflação de 10%", os bancos a duplicarem os resultados em 2022 e "as tabelas salariais a serem negociadas com médias de aumentos de 1,1%". São "perdas superiores a um mês num só ano".

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