Procura pelo Algarve sobe com fim de teste à chegada

O presidente da Associação de Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve, Hélder Martins, disse que a tendência de subida confirma-se em áreas como reuniões e congressos ou golfe.

O fim da obrigatoriedade de apresentar teste negativo à Covid-19 na chegada a Portugal é "muito positivo" e está a originar um aumento "significativo" da procura pela região, disse esta segunda-feira à Lusa o presidente da principal associação hoteleira regional.

O presidente da Associação de Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve (AHETA), Hélder Martins, disse que a tendência de subida se confirma em áreas como reuniões e congressos ou golfe, mas reconheceu que é cedo para quantificar o aumento, porque os turistas que chegaram hoje ao aeroporto de Faro "ainda não sabiam" que a medida já está em vigor.

"Da nossa parte, vemos como muito positiva e é uma das várias medidas que vão ter de aparecer. É sinal, primeiro, de que a pandemia vai perdendo terreno e que vamos podendo retomar as nossas liberdades e, por outro lado, para um destino turístico como o Algarve, é extremamente importante que o turista tenha o mínimo de barreiras à entrada no destino", afirmou.

A obrigatoriedade de teste negativo ao vírus SARS-CoV-2 para entrar em Portugal terminou às 00h00 desta segunda-feira, bastando a apresentação de um certificado digital Covid-19 ou um comprovativo de vacinação reconhecido.

Segundo o novo presidente da AHETA, eleito em final de janeiro e que substitui no cargo Elidérico Viegas, que era presidente da associação há 26 anos, apesar de ainda ser época baixa, "os indicadores que existem para os próximos tempos são positivos", porque "a procura tem crescido".

A mesma fonte disse esperar que o levantamento de restrições continue e "que isso traga a estabilidade que o Algarve precisa para continuar a recuperação de um destino que foi tão afetado nos últimos dois anos" pelas medidas restritivas aplicadas às viagens e à entrada no país devido à pandemia de Covid-19.

Hélder Martins indicou que hoje já se "está a notar um aumento da procura" e "um interesse maior por parte de turistas e de operadores", aumento que se está a sentir sobretudo "em áreas em que não são tão expectáveis que sofram essa influência [do fim dos testes] de imediato".

Como exemplos, apontou as áreas das reuniões e congressos, mas também no golfe, que "está à porta da época alta" -- que normalmente se inicia em março -, e é, segundo o presidente da AHETA, a "primeira atividade que permite uma ocupação de todas as unidades ligadas" a essa atividade.

"Aqui no aeroporto [de Faro] começam-se a ver chegar muitos sacos de golfe entre os turistas - dos 23 voos que chegam hoje, a maioria são do Reino Unido - e é importante que ela decorra com normalidade, porque o golfe é um produto importantíssimo para combater a sazonalidade", referiu ainda Hélder Martins.

Após a decisão tomada em Conselho de Ministros na quinta-feira e publicada no domingo, hoje termina a medida que estava em vigor desde 01 de dezembro do ano passado e que impunha a todos os passageiros que chegassem a Portugal por via aérea a apresentação de um teste negativo ou de um certificado de recuperação.

Agora, para entrar no país, é "exigida apenas a apresentação do Certificado Digital Covid da União Europeia nas suas três modalidades ou de outro comprovativo de vacinação devidamente reconhecido", segundo o gabinete da ministra da Presidência.

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