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Jerónimo de Sousa revela que o PCP se mostrou disponível para rever o valor do salário mínimo nacional proposto na negociação com o Governo para aprovar o Orçamento do Estado. Em entrevista à CNN Portugal, o secretário-geral comunista insistiu que foi o Executivo de António Costa que "optou" pelo chumbo.
No domingo, houve "uma última diligência, um último esforço, um empenhamento", assinalou o secretário-geral do PCP. "Nós não chegámos ali: 'Temos estas propostas, ponto final, parágrafo.' Não, nós apresentámos as propostas e até uma possível reconsideração de algumas questões, designadamente em relação ao valor e a sua aplicação ao salário mínimo nacional."
Esse "último esforço", conta Jerónimo de Sousa, assentou numa proposta de 800 euros de salário mínimo já para o ano de 2022. "Mesmo em relação à contratação coletiva, chegámos a estar à beira de uma conciliação da suspensão desse instrumento", acrescentou Jerónimo de Sousa, que aponta responsabilidades ao Governo socialista.
"As coisas começaram a ficar mais dramatizadas e quando eu digo que há um momento em que António Costa decide... Se é assim..." Jerónimo de Sousa não fala, no entanto, de culpa, mas de uma "opção".
Já sobre o futuro do partido e a sucessão, Jerónimo de Sousa diz que a escolha do PCP não tem de se limitar a João Ferreira. "Eu não afunilava tanto", admitiu Jerónimo.
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"Quando afirmamos que, naquele Comité Central, existem quadros dirigentes jovens com uma grande capacidade..." O líder comunista elencou Bernardino Soares e João Frazão como possibilidades e reconheceu que, na hora da decisão, "o partido vai ter dificuldade".
"O Comité Central decidirá bem, de certeza", concluiu Jerónimo de Sousa.