Com Moedas ao lado, Marcelo afirma necessidade de "obras estruturais" em Lisboa

Presidente da República avisou que a inexistência de obras fundamentais "permitiu, permite e permitirá, enquanto não [as] houver, que pelo menos em algumas zonas haja um agravamento" destas situações.

Marcelo estava fora de Lisboa, mas foi a partir do final de tarde que se apercebeu que algo de "grave" se passava. "Mais grave do que há um mês", acrescentou até o Presidente da República, em pleno Largo do Calvário e ao lado do presidente da câmara, Carlos Moedas, perante uma cidade inundada.

"Mostra a necessidade - o senhor presidente da câmara já deve ter dito isso - de haver obras estruturais", atirou sem mais, perante os jornalistas da RTP e SIC no local.

Sem querer avaliar se as autoridades "falharam", o Presidente da República assinalou que "havia aviso e uma coincidência de chuva com maré", mas não deixou de assinalar uma "coincidência curiosa e, ao mesmo tempo, sintomática".

"A Assembleia Municipal de Lisboa aprovou hoje um coletor para escoamento de águas, que é uma obra estrutural" - assinalou antes de lançar novo aviso - "para responder a uma questão que, se não houver esse escoamento, vai verificar-se todos os meses".

Questionado sobre se tudo podia ter sido acautelado, Marcelo respondeu que, "se se chega à conclusão de que há obras estruturais que são fundamentais para resolver o problema, significa que o não terem sido feitas essas obras durante muito tempo permitiu, permite e permitirá, enquanto não houver, que pelo menos em algumas zonas haja um agravamento".

Recordando a sua passagem pela câmara da capital, Marcelo Rebelo de Sousa admitiu também que, nessa altura, houve situações desta natureza, embora não tão graves, e "possivelmente" podia ter sido feita alguma coisa. Ainda assim, garante que, no governo municipal liderado por Jorge Sampaio, "fez-se o que foi possível".

As inundações no distrito de Lisboa fizeram esta noite uma vítima mortal, uma mulher de 55 anos, que Marcelo Rebelo de Sousa também lamentou, apresentando à família enlutada "os sentimentos" pela morte de uma pessoa "tão nova".

O chefe de Estado deixou também uma palavra de "solidariedade total" para com quem sofreu "danos pessoais e profissionais em pequenas e médias lojas", apelando a que se verifique a gravidade da situação.

Túneis prontos em 2025

Ao lado do Presidente da República, o presidente da câmara de Lisboa anunciou que a obra dos túneis de drenagem "começam em março" para abrir um canal a 70 metros de profundidade.

"Vamos evitar estas cheias de uma vez por todas", garantiu, uma vez que as máquinas estão prontas para arrancar os trabalhos.

"É para estar pronto em 2025", notou, "e são dois túneis, um de Campolide até Santa Apolónia e outro entre Chelas e o Beato".

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