Costa pede "desculpa" aos emigrantes e apela ao voto "por uma segunda vez"

Líder socialista sublinhou que o importante é "assegurar toda a operação logística a tempo e horas" da repetição da votação.

António Costa "pede desculpa" aos emigrantes que votaram para as eleições legislativas e viram o voto anulado, depois de irregularidades no processo eleitoral. O primeiro-ministro pede que a repetição das eleições no círculo da Europa, decretada pelo Tribunal Constitucional, "sirva de lição para todos" e apela ao voto "por uma segunda vez".

À chegada ao Largo do Rato, para a comissão política do PS, o líder socialista sublinhou que o importante é "assegurar toda a operação logística a tempo e horas" da repetição da votação, apelando a que todos voltem a ir às urnas.

"Vamos ter um processo atrasado, com uma posse que vai ter de acontecer mais tarde. Ainda assim, o importante é que todos retirem as ilações e faço um apelo para que todos façam um esforço e sacrifício para votar por uma segunda vez", disse.

Costa acrescentou que "o Governo de gestão vai prosseguir a sua atividade", com um Orçamento em duodécimos. E, entre apelos a uma nova ida às unas, o primeiro-ministro deixou um pedido de desculpas.

"Obviamente, é necessário dar uma palavra de desculpas às pessoas que votaram de boa fé neste processo eleitoral. E apelar a todos que voltem a exercer o direito de voto, de forma a expressarem-se livremente", apelou.

Antes falou Augusto Santos Silva, que garantiu que o PS vai respeitar a decisão do TC. O processo vai atrasar a tomada de posse do Governo e da Assembleia da República, e o atual ministro refere que a culpa não é dos socialistas.

"Infelizmente, sim, mas não por responsabilidade do PS", atirou, questionado pelos jornalistas no Largo do Rato.

Ao início da noite, o PS emitiu um comunicado, de apenas três frases, onde começou por referir que "respeita o acórdão do Tribunal Constitucional", com esperança "que o processo decorra com toda a normalidade".

"O Partido Socialista tudo fez para que tivesse sido respeitada a vontade eleitoral manifestada pelos seus concidadãos", lê-se na nota.

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