Da troika ao "nazizinho". Independentes de Costa atiram a Rui Rio

Num evento de campanha do PS, apoiantes independentes de António Costa criticaram a gestão de Rui Rio na câmara do Porto.

António Costa juntou 14 independentes, sem cor partidária, que vão votar no PS a 30 de janeiro, e entre elogios à resiliência do atual primeiro-ministro, Rui Rio foi o "fantasma" no meio da sala. Os "independentes" lembraram o percurso de Rio como autarca, "que quis destruir o Porto".

Entre artistas, desportistas e empresários, Válter Hugo Mãe e Rosa Mota, fizeram a viagem do Porto para Lisboa, para apoiar António Costa, mas principalmente para deixar farpas ao líder do PSD.

O escritor Válter Hugo Mãe recorda o "inverno cultural" que passou no Porto, quando Rui Rio liderou a câmara de 2002 a 2013, acusando o social-democrata de "trucidar e rasurar toda a cultura do Porto".

Válter Hugo Mãe admite, por isso, que "é impensável" ter um "país inteiro" à imagem de Rui Rio.

"Não consigo imaginar como é que o país não viu isso, como é que não vê o que se passa no Porto. Se tivessem visto, não poderiam propor que uma coisa dessas acontecesse ao nível do país inteiro", atirou, referindo-se às lacunas culturas que persistem na cidade invicta.

A campeã olímpica Rosa Mota recorda que também o desporto não foi acautelado durante os mandatos de Rui Rio, que acusa de "tentar destruir a cidade". E, embora, tenha resistido, lá lançou uma crítica feroz ao presidente do PSD.

"Ia dizer uma palavra, mas é feia, não se pode... Ele é que manda, é um "nazizinho", e o resto põe de lado", atirou.

Já a atriz Maria do Céu Guerra conta a história de um "menino resiliente", que Governou um país em plena pandemia, e "nem quer imaginar o que seria com o PSD".

"Não quero pensar o que seria a resposta à pandemia de um Passos Coelho, um PSD. O que seria o desconcerto e o desespero das pessoas a sentirem-se não amadas e desrespeitadas, como fomos durante a troika", disse.

A atriz assume que "fica muito contente que a pandemia tenha acontecido durante um Governo de António Costa", que teve a resposta pronta do primeiro-ministro: "Eu não posso dizer o mesmo", atirou, soltando gargalhadas na plateia.

O primeiro-ministro comparou ainda a liderança do Governo com uma maratona, embora admita que "não sabia que esta maratona era um misto, também com corta-mato".

De Costa saíram também críticas para as propostas do PSD, com o socialista a afirmar que não se consegue fixar "a geração talentosa" se o salário mínimo não subir e os impostos não descerem.

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