Demissão ou fragilização? "Tenho as condições que me dá a minha consciência"

Medina diz não sair fragilizado das buscas à câmara de Lisboa e realça que decidiu sempre "em defesa do interesse público".

O ministro das Finanças, Fernando Medina, descartou esta quinta-feira a sua fragilização política e demissão do cargo que desempenha no Governo no seguimento das buscas efetuadas à câmara de Lisboa por suspeitas de corrupção enquanto foi autarca.

Em declarações aos jornalistas sobre o caso, e questionado sobre se sai fragilizado do mesmo ou tem condições para continuar, o agora ministro respondeu com a carreia política e pública.

"Tenho as condições que me dá, em primeiro lugar, a minha consciência, de quem tem mais de duas décadas de serviço público, em que tomei dezenas de milhares de decisões em defesa do interesse público, sempre com plena consciência de que as estava a tomar na defesa do interesse público, da sua correção, da sua legalidade e da integridade que sempre pus no exercício da vida pública", assinalou.

Esta quarta-feira, a TVI/CNN Portugal noticiou que a Polícia Judiciária realizou buscas na Câmara de Lisboa por "suspeitas de corrupção, participação económica em negócio e falsificação", numa nomeação para "prestação de serviços que foi assinada em 2015" pelo então presidente da autarquia, Fernando Medina (PS), agora ministro das Finanças.

Aos jornalistas, Medina revelou esta tarde que pediu à procuradora-geral da República (PGR) para ser ouvido no âmbito da investigação à autarquia, embora diga desconhecer a sua existência.

"Solicitei à PGR que possa ser ouvido no processo que é referido que existe, de forma a poder expressar todos os esclarecimentos que o Ministério Público entenda necessários", disse, ressalvando também que não tem "nenhum conhecimento de nenhuma investigação em curso" e também que nunca foi ouvido ou "chamado a prestar qualquer esclarecimento em nenhum processo".

Em resposta a questões colocadas pela agência Lusa, a PGR confirmou "a realização de buscas no âmbito de um inquérito que corre termos no DIAP [Departamento de Investigação e Ação Penal] de Lisboa e que se encontra sujeito a segredo de justiça".

"O mesmo não tem arguidos constituídos", é acrescentado na resposta escrita enviada à Lusa.

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