Escassez? António Costa garante que "há reservas para assegurar bens essenciais"

Chefe do governo reconhece "limite de capacidade intervenção política" sobre a subida dos preços.

O primeiro-ministro, António Costa garante que o país tem reservas para enfrentar "os próximos tempos", sem escassez de qualquer "bem essencial".

"Neste momento não há nenhum cenário previsto para a falta de bens essenciais. Há, neste momento, reservas para assegurar que não há falta de nenhum bem essencial", assegurou o chefe do governo, embora reconheça que a situação é válida apenas "para os próximos tempos".

Quanto ao impacto nos preços de bens essenciais para os consumidores, o primeiro-ministro lembra que estão a ser adotadas medidas nacionais e a nível europeu. Mas, António Costa admite que não há milagres sobre os preços.

"Há um limite de capacidade intervenção política sobre isso", reconheceu António Costa, justificando que "quando o principal país fornecedor de uma determinada matéria-prima não a produz é inevitável que ela vá escassear", e isso "traduz-se no aumento dos preços".

Ou seja, "não há milagres que substituam aquilo que falta, que é a produção dessa matéria-prima", afirmou primeiro ministro.

Em relação ao preço dos combustíveis, o primeiro-ministro também reconhece limites na capacidade de interceção, mas espera a coordenação de outro tipo de medidas, nomeadamente em matéria de impostos.

"Esse outro tipo de medidas exige uma ação coordenada, quer ao nível europeu, quer mesmo ao nível do G7", afirmou, assegurando que "estão a ser trabalhadas medidas nesse sentido".

Já medidas "de fundo", aponta para "uma intervenção temporária sobre o IVA [e] da nossa parte estamos disponíveis mas para isso, agora é preciso que haja uma decisão comum a nível europeu", vincou.

A antecipar a saída a nova crise provoca pela guerra, António Costa prepara-se para defender um modelo de emissão de dívida europeia semelhante ao NextGeneratioEU, criado para o pós pandemia.

"O Next Generation tem estado a provar ser um bom modelo. Acho que deve ser discutido como modelo para os investimentos do futuro", defendeu António Costa.

O primeiro-ministro falava em França, à entrada para a cimeira de Versalhes, onde será debatida a crise na Ucrânia, e o impacto da guerra na União Europeia, já depois de o presidente russo, Vladimir Putin ter anunciado o corte nas exportações de fertilizantes.

A Rússia é o maior produtor mundial de fertilizantes, e é temido um cenários de escassez, resultante de falta de uma matéria prima essencial e da qual depende a produção agrícola.

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