"Intolerável e inaceitável." Santos Silva apela à Rússia que pare "ato de agressão à Ucrânia"

Como reação da União Europeia ao conflito, o ministro dos Negócios Estrangeiros prevê que a reação se faça também no plano económico e financeiro.

O ministro dos Negócios Estrangeiros, no Parlamento, começou por lamentar as vidas que foram perdidas na sequência da agressão militar da Rússia à Ucrânia porque "as mais básicas regras do direito internacional foram violadas" e apelou ao país de Putin para que "recue e cesse este ato de agressão à Ucrânia".

"Essa ação de agressão tem de ser bem caracterizada. É uma invasão militar de um estado soberano, a Ucrânia, por parte de outro estado, a federação russa. É um ato de agressão praticado com uma duplicidade que raramente se viu na cena internacional nas últimas décadas, é intolerável e inaceitável para a comunidade internacional", explicou Augusto Santos Silva.

Como reação da União Europeia ao conflito, o ministro prevê que a reação se faça também no plano económico e financeiro.

"Em que a União Europeia tem um particular e compreensível protagonismo. O Conselho Europeu dará orientações claras para um novo pacote de sanções ainda mais duro", antecipou o ministro dos Negócios Estrangeiros.

Para Santos Silva, a reação da comunidade internacional tem "de ser afirmada", como já demonstrou "a revolta" de António Guterres. Quanto à posição da NATO, o ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros lembra que já há sanções por parte da União Europeia "que vão evoluir consoante os acontecimentos".

"Hoje mobilizamos os nossos meios para apoiar os portugueses que queiram sair da Ucrânia por via terrestre. Essa operação encontra-se em curso", lembra, acrescentando "que todos os amigos e familiares" têm espaço em Portugal.

"Portugal é e vai ser, também, a sua casa de acolhimento", atirou.

ACOMPANHE AQUI A ESCALADA DE TENSÃO ENTRE A RÚSSIA E A UCRÂNIA

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