Marcelo aponta "problema de bom senso" na TAP perante compra de carros de luxo

Companhia aérea encomendou frota de automóveis BMW para substituir os da Peugeot.

O Presidente da República apontou esta quarta-feira à companhia aérea portuguesa TAP "um problema de bom-senso", na sequência de notícias sobre a compra de carros de luxo para administradores e diretores, defendendo contenção em tempos difíceis.

"Já falei em relação a várias entidades públicas no passado e em relação à distribuição de dividendos e em relação aos salários e entendo que quando se está num período de dificuldade deve fazer-se um esforço para dar o exemplo de contenção", defendeu hoje Marcelo Rebelo de Sousa.

O chefe de Estado reagiu assim ao ser confrontado com notícias que dão conta de que a TAP encomendou dezenas de carros de luxo para administradores executivos e diretores de topo, uma investigação da CNN Portugal, segundo a qual estas viaturas vão substituir a atual frota automóvel da companhia aérea.

No entender do Presidente da República, é compreensível que as empresas façam despesas, mas defendeu que é preciso "ter algum bom senso" quando o país e o mundo atravessam um "período difícil".

"É um problema de bom senso", rematou, em declarações aos jornalistas, no Palácio de Belém, em Lisboa.

Em causa está a notícia avançada pela TVI/CNN Portugal e pelo portal Away de que a TAP encomendou uma nova frota de automóveis BMW corporativa, substituindo os da Peugeot, que terão um valor de mercado a partir dos 52 e dos 65 mil euros.

Na mensagem interna, a TAP explica que a atual frota é maioritariamente de 2017 e atinge o máximo de prorrogações possíveis em contrato no próximo ano.

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