Moção de confiança a Rodrigues dos Santos. Críticos tentam forçar voto secreto para impedir aprovação

A distrital de Lisboa do CDS-PP apresentou um requerimento para tentar impor duas condições para o Conselho Nacional do partido.

Os críticos de Francisco Rodrigues dos Santos querem que a moção de confiança ao líder do CDS seja feita por voto secreto. O Conselho de Jurisdição do partido decide esta sexta-feira se aceita as pretensões da oposição interna, e que podem alterar o resultado do Conselho Nacional do partido marcado para este sábado.

A TSF sabe que a distrital de Lisboa do CDS-PP, liderada por João Gonçalves Pereira e apoiante de Adolfo Mesquita Nunes, apresentou requerimentos para tentar impor duas condições para o formato da reunião: convocação do congresso extraordinário na ordem de trabalhos e voto secreto dos conselheiros.

São duas "questões centrais" para os críticos da atual liderança centrista, e que separam as duas fações do partido, divididas entre o apoio e a desconfiança a Francisco Rodrigues dos Santos.

Os apoiantes de Adolfo Mesquita Nunes entendem que vários conselheiros estão disponíveis para votar contra a moção de confiança à atual direção do CDS, mas apenas se o voto for secreto.

O organismo presidido por Alberto Coelho, e da qual fazem parte sete elementos, deve decidir ainda esta sexta-feira se aceita as normas colocadas em cima da mesa.

Adolfo Mesquita Nunes, antigo vice-presidente do CDS, já confirmou que será candidato à liderança do partido caso seja marcado um congresso antecipado. O antigo governante pediu, num artigo de opinião, uma mudança de rumo no CDS.

No texto, Mesquita Nunes assumiu que todos perdem se o CDS desaparecer, mas para que não aconteça, são precisos "novos protagonistas a quem o país reconheça competência e ambição".

Vários elementos da direção liderada por Rodrigues dos Santos, incluindo o vice-presidente Filipe Lobo d'Ávila, apresentaram a demissão.

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