Novo aeroporto. PSD vai "coordenar posições" antes de falar com Governo

Novo líder social-democrata garante que o Governo saberá "em primeira mão" qual a posição do PSD sobre o novo aeroporto, mas antes vai "articular posições" com os órgãos do partido.

Antes de se pronunciar sobre a localização do novo aeroporto de Lisboa, o novo líder do PSD quer ouvir primeiro os órgãos do partido e só depois reunirá com o Governo. Questionado sobre o assunto pelos jornalistas, durante a visita a Pedrógão Grande, Luís Montenegro disse que os social-democratas estão "muito serenos relativamente ao que o país precisa do ponto de vista estratégico", mas querem, primeiro, articular posições para que todos falem "a uma só voz".

"Dentro do PSD não é como dentro do Governo. Nós queremos falar todos a uma só voz, queremos articular e coordenar posições. Tenho de falar com os meus companheiros de partido, com aqueles que me acompanham nos órgãos nacionais e, depois, atempadamente, falaremos com o Governo", afirmou o novo líder social-democrata, garantindo que transmitirá "em primeira mão" a posição do partido ao Governo. Nessa ocasião, acrescentou, revelará também ao Executivo "a metodologia e os requisitos que poderemos vir a reportar como essenciais a que possa haver um processo de diálogo".

Na quinta-feira da semana passada, após 24 horas de turbulência no Governo, com os partidos a pedir a demissão de Pedro Nuno Santos, o ministro das Infraestruturas e da Habitação, que tinha avançado no dia anterior com uma nova solução aeroportuária, reconheceu que houve "erros de comunicação" e de articulação no Governo em relação ao novo aeroporto, mas não se demitiu.

Justificou a publicação do despacho, entretanto revogado a pedido de António Costa, com a "vontade de concretizar", e prometeu retomar o caminho definido pelo primeiro-ministro, nomeadamente discutir o tema com o principal partido da oposição, o PSD.

António Costa, por sua vez, assinalou que existiu um "erro grave", mas desculpou o ministro mantendo-o no Governo.

Marcelo Rebelo de Sousa encerraria a polémica com uma declaração, em Belém, atribuindo a responsabilidade da escolha dos ministros ao chefe do Governo. O Presidente da República assinalou ainda três condições para a futura solução aeroportuária: tem de ser uma escolha "rápida, consensual e consistente". Além disso, tem de ser uma opção "clara", de modo a que os portugueses "digam que é para levar a sério".

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