"Nunca pedi ou recebi pareceres jurídicos escritos." Cravinho considerou que caso não era político

Ministro da Defesa afirmou que a investigação não merecia que os políticos se envolvessem no caso.

João Gomes Cravinho disse que não houve "tratamento especial, nem quaisquer hesitações" na abordagem a este caso e acrescenta que tudo seguiu os trâmites normais.

"O relacionamento com a ONU foi gerido de acordo com as regras estabelecidas, salvaguardando o prestígio", explicou o ministro da Defesa.

Sobre o tratamento político, Gomes Cravinho afirmou que a investigação não merecia que os políticos se envolvessem no caso, sendo um caso de polícia, pelo que "não considerou que se impusesse informar o primeiro-ministro e o Presidente da República".

"Importava garantir que os casos fossem encaminhados para as autoridades competentes", afirmou João Gomes Cravinho.

O ministro diz que "a própria natureza da atividade militar era distinta", pelo que não se entendeu que havia uma rede de atividade criminosa.

João Gomes Cravinho acrescenta que "nunca houve qualquer intenção de sonegar o papel do primeiro-ministro ou o Presidente da República", garantindo que "nunca recebeu pareceres escritos".

"Nunca pedi ou recebi pareceres jurídicos escritos", garantiu.

O ministro da Defesa Nacional, o Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas e o Chefe do Estado-Maior do Exército estão a ser ouvidos no Parlamento esta sexta-feira sobre as suspeitas de tráfico de droga, ouro e diamantes envolvendo militares.

No centro da audição do ministro João Gomes Cravinho, que decorre esta tarde na Comissão Parlamentar de Defesa, estará o facto de o Presidente da República, apesar de ser o Comandante Supremo das Forças Armadas, não ter sido informado pelo primeiro-ministro da investigação judicial sobre tráfico de diamantes, ouro e droga que envolve militares e ex-militares que estiveram em missão na República Centro-Africana.

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