PCP afirma que Governo vai prolongar perda do poder de compra e exige controlo de preços

"Não podemos continuar a aceitar preços especulativos de bens essenciais", defende Paula Santos, apelando à intervenção do Governo na energia e nos alimentos.

O PCP acusou esta sexta-feira o Governo de "obsessão" pela redução do défice, prolongando uma perda de poder de compra da generalidade dos portugueses, e exigiu o controlo de preços na energia e bens alimentares.

Estas posições foram transmitidas pela líder da bancada comunista, Paula Santos, no final da reunião que decorreu no parlamento com os ministros das Finanças, Fernando Medina, e Adjunta e dos Assuntos Parlamentares, Ana Catarina Mendes, sobre o cenário macroeconómico para 2023.

"Pela parte do Governo, há uma obsessão pelas contas certas, pelo défice, em vez de promover a valorização de rendimentos e dos serviços públicos e o investimento na produção nacional. Neste momento, face ao contexto económico e social, é essencial proceder à recuperação e valorização dos salários e das pensões, ao controlo e a fixação de preços de bens essenciais, à tributação dos lucros dos grupos económicos e reforço de serviços públicos, designadamente na saúde e educação", declarou a presidente do Grupo Parlamentar do PCP.

Interrogada se acredita nas previsões económicas do Governo para o próximo ano, Paula Santos insistiu: "A prioridade deve ser a recuperação e valorização de salários e pensões".

"Aquilo que já se conhece relativamente a esta matéria significa que o Governo vai prolongar a perda do poder de compra por parte da esmagadora maioria dos trabalhadores", afirmou.

Para Paula Santos, "a atual situação exige também o controlo e a fixação de preços".

"Não podemos continuar a aceitar preços especulativos de bens essenciais. Temos falado na energia e nos alimentos. O Governo tem a responsabilidade de intervir sobre esta matéria, assim como também ao nível da tributação dos grupos económicos e na valorização dos serviços públicos", apontou.

Perante os jornalistas, Paula Santos criticou ainda que "o investimento público, por via do Orçamento do Estado, esteja a ser manifestamente insuficiente face às necessidades do país".

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