Portugal disponível para acolher pré-posicionamento de meios europeus de combate aos incêndios

Ministro José Luís Carneiro assinala que o modelo experimentado na Grécia foi eficaz e vai ser alargado.

Portugal está disponível para acolher um dos quatro centros de pré-posicionamento de meios para o combate aos incêndios que a Comissão Europeia quer criar, revelou esta segunda-feira o ministro da Administração Interna após reunião dos homólogos europeus.

"Foi decidido pela maioria aprovar a proposta da comissão para criar quatro centros de pré-posicionamento de meios. Queria transmitir que Portugal manifestou disponibilidade para acolher um desses centros, se necessário for em articulação, como não poderia deixar de ser, com Espanha", explicou José Luís Carneiro.

O pré-posicionamento de meios em função do risco foi testado na Grécia com "resultados eficazes do ponto de vista celeridade da resposta", o que levou à aprovação da Comissão Europeia.

Questionado sobre se Portugal - ou a Península Ibérica - receberão apenas um centro, o ministro explicou que não foram ainda discutidos detalhes, tendo a discussão incluído apenas a proposta e aceitação da metodologia utilizada na Grécia.

Da reunião saiu também luz verde para a proposta portuguesa de realizar, já em novembro, uma seminário "para tirarmos as lições" e "extrairmos conhecimento" dos incêndios que lavraram por toda a Europa neste ano, para preparar o ano de 2023.

Foi também aceite a sugestão portuguesa para que "o conhecimento produzido nas unidades que integram os sistemas nacionais de Proteção Civil possa ser integrado na rede de conhecimento desenvolvida no quadro do Mecanismo Europeu de Proteção Civil".

"Há hoje uma consciência coletiva de que este não é um problema de cada um dos Estados-membros em função dos efeitos nefastos das alterações climáticas, este é um problema de todos os estados europeus, um problema comum da União Europeia", assinalou também o governante português, antes de sublinhar que "deixou de ser apenas um problema do sul da Europa e dos países do Mediterrâneo e passou também a ser um problema do Centro e do Norte da Europa".

José Luís Carneiro agradeceu ainda a ajuda que Portugal recebeu de Espanha, Grécia, Itália e França no combate aos incêndios.

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