PS acusa BE de "menosprezar" trabalho das escolas e dos professores

O deputado Porfírio Silva defende que as declarações da coordenadora do BE, Catarina Martins, "são infelizes".

O PS critica a postura do Bloco de Esquerda (BE) quanto ao plano de recuperação e aprendizagens, lembrando que "não se pode menosprezar" o trabalho das escolas e do Governo em tempo de pandemia. Catarina Martins acusou o Governo de não concretizar a contratação de professores, apesar dos anúncios sucessivos.

Em declarações aos jornalistas, o deputado Porfírio Silva defende que as declarações da coordenadora do BE "são infelizes" e não dignificam o esforço do Governo.

"Catarina Martins critica os 3300 professores que estão previstos para o próximo ano letivo, dizendo que os três mil professores prometidos para este ano, não chegaram às escolas. Esses três mil professores estavam nas escolas, e chegaram logo no início do ano passado", garante.

Porfírio Silva afirma que "é inadmissível que se continue a menosprezar aquilo que se faz". O deputado defende ainda que o BE não dá valor ao trabalho das escolas.

"Quando a coordenadora do BE diz que não se pode pedir às escolas que se organizem três meses, esquece uma coisa muito importante: as escolas não vão começar agora a preparar-se. As escolas estiveram preparadas desde o primeiro dia, e com todas as dificuldades fizeram um trabalho magnífico", assume.

O deputado reforça que os políticos não podem "menosprezar o que a Governação faz, em resposta às necessidades do país", nem o trabalho da comunidade letiva.

Catarina Martins afirmou, na terça-feira, que "um dos principais problemas das crises" que o país vive é "esta ideia do permanente anúncio" pelo Governo, mas "sem que a medida tenha concretização".

Os professores que estavam a ouvir o anúncio do senhor ministro da Educação e do senhor primeiro-ministro terão pensado: mas isto começa quando" e "quando é que nós vamos ter os meios", questionou.

A coordenadora bloquista lembrou ainda os computadores prometidos para o ensino à distância "que em muitos casos só chegaram quando as aulas voltaram a ser presenciais".

No âmbito do "Plano 21|23 Escola +", de caráter plurianual, o Governo vai investir um total de cerca de 900 milhões de euros, que incluem 140 milhões para o reforço de recursos humanos nas escolas, 43,5 milhões para a formação dos professores e não docentes, 47,3 milhões para o aumento dos recursos digitais e 670 milhões para a modernização dos equipamentos e infraestruturas das escolas, foi anunciado pelo Executivo.

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