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Paulo Rangel estará a pensar em ser de novo candidato à presidência do PSD. Num artigo no jornal Público, o eurodeputado não fala sobre o tema, mas define três desafios para um futuro radioso do PSD.
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O social-democrata posiciona-se contra a ideia de acelerar os prazos para a sucessão de Rui Rio. É o que garante uma fonte próxima de Rangel ao Diário de Notícias. A mesma fonte assume que o eurodeputado está em reflexão para ponderar eventual recandidatura, tendo já conversado com algumas pessoas e tendo recebido apelos de vários setores para voltar a entrar na corrida à liderança do PSD.
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No artigo que assina no jornal Público, porém, Rangel omite essa possibilidade, e argumenta que o PSD tem um futuro "radioso" pela frente, desde que enfrente três desafios essenciais para os próximos tempos.
Em primeiro lugar, aponta, é preciso liderar a oposição de modo "visível, afirmativo, construtivo". Em contexto de maioria absoluta, é um "imperativo democrático", escreve Paulo Rangel. O segundo objetivo que Rangel estabelece é voltar a ligar o PSD aos setores mais vivos e dinâmicos da sociedade civil: ciência, cultura, escolas, empresas, parceiros e instituições sociais, igreja, grupos e causas de todo o tipo.
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Como terceira meta o eurodeputado estipula a renovação do partido, com uma nova estratégia de ação, um novo perfil para a comunicação e uma nova rede de interação.
É assim que Paulo Rangel define o caminho para enfrentar a derrota política que o PSD teve nestas eleições. É fundamental ler os sinais políticos que os portugueses deram, sublinha. Impõe-se ainda, segundo o antigo candidato à presidência do PSD, promover uma reflexão e debate profundos, até porque é tempo de arregaçar as mangas e de pôr mãos à obra. Se assim acontecer, o PSD concretizará esse "futuro radioso" que Paulo Rangel prevê.
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