"Registo mais apropriado." Carlos César aplaude palavras de Marcelo

O presidente do PS considera que o registo de Marcelo esta quarta-feira de manhã "contribui para a estabilidade do país".

Depois de ter criticado as palavras de Marcelo Rebelo de Sousa sobre o pacote Mais Habitação, admitindo que o Presidente da República tem prestado menos cuidado ao equilíbrio entre as funções institucionais, o presidente do PS, Carlos César, aplaudiu as palavras do chefe de Estado esta quarta-feira de manhã. Considera que o registo foi mais apropriado e contribui para a estabilidade do país.

"Achei que as declarações do senhor Presidente da República desta manhã tiveram um registo mais apropriado à função presidencial e até pedagógico. Creio, aliás, que esse registo é mais útil à estabilidade do país e ao bom Governo de Portugal", disse o presidente socialista, na apresentação do programa para assinalar os 50 anos do PS.

Carlos César acrescentou que fica "satisfeito com a ideia de pensar de pensar que aquilo que achava que o Presidente devia ter dito anteontem foi aquilo que disse hoje de manhã", num aparente recuo do chefe de Estado.

O presidente do PS recordou que o conjunto de medidas do Governo ainda será alvo de um debate no Parlamento, que será a oportunidade "para explorar as debilidades e virtualidades" de todas as propostas, incluindo as da oposição.

Carlos César destacou ainda os 50 anos do partido, "sem nunca desistir e sem nunca virar as costas aos problemas", embora admita "erros", apesar "das importantes e decisivas virtudes".

Na segunda-feira, o Presidente da República considerou que o pacote do Governo para a habitação, em termos globais, "tal como está concebido, logo à partida, é inoperacional, quer no ponto de partida, quer no ponto de chegada".

Marcelo Rebelo de Sousa equiparou globalmente o pacote de medidas anunciado Governo - muitas delas ainda por aprovar em Conselho de Ministros - às "chamadas leis cartazes", que "aparecem a proclamar determinados princípios programáticos mais panfletários, mas a ideia não é propriamente que passem à prática, não, é que fiquem leis cartazes".

Esta foi a posição do chefe de Estado que mereceu reparos por parte do presidente do PS e Carlos César que fez contrastar com as declarações agora proferidas por Marcelo Rebelo de Sousa sobre o mesmo assunto.

Esta quarta-feira, antes de partir para a Cimeira Ibero-Americana, Marcelo Rebelo de Sousa afirmou que o Presidente da República, "obviamente não é nem nunca será líder da oposição" e insistiu que as medidas do Governo para o setor da habitação deviam ter ido mais longe.

"O Presidente acha que talvez se pudesse ir um pouco mais longe, o primeiro-ministro acha que não, que chega ficar onde fica e por isso apresentou o que fica. Veremos depois se a habitação e se o apoio aos inquilinos e aos que neste momento estão a sofrer com os juros do crédito à habitação, se aquilo que é aprovado, consegue atingir os objetivos, ou não", afirmou.

Notícia atualizada às 13h03

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