Alunos melhoraram nas provas de aferição, mas mantêm maiores dificuldades a Matemática

Matemática continua a ser a disciplina em que as crianças e jovens têm maiores dificuldades.

O desempenho dos alunos nas provas de aferição melhorou no ano passado face a 2019, a última vez em que se tinham realizado, devido à pandemia de Covid-19, mas continua a ser em Matemática que revelam maiores dificuldades.

As conclusões constam do relatório publicado pelo Instituto de Avaliação Educativa (IAVE), que analisa os resultados nacionais das provas de aferição do ensino básico, realizadas por 81 mil alunos do 2.º ano, 93 mil do 5.º e 93 mil do 8.º ano.

Após terem sido suspensas em dois anos consecutivos devido à pandemia de Covid-19, as provas foram retomadas no ano passado para aferir o desenvolvimento das aprendizagens e monitorizar as estratégias de recuperação das aprendizagens.

O balanço agora apresentado pelo IAVE revela uma melhoria global do desempenho dos alunos na maioria dos domínios curriculares avaliados nas várias disciplinas, indiciando "uma tendência de recuperação das aprendizagens".

Matemática continua a ser, no entanto, a disciplina em que as crianças e jovens têm maiores dificuldades e, em particular, na prova do 5.º ano, a percentagem de desempenho manteve-se baixa.

"A maioria dos alunos (78,7%) revelou dificuldades ou não conseguiu responder", indica o relatório, em que se ressalva que, ainda assim, se verificou uma ligeira melhoria no desempenho geral dos alunos na prova, sendo que em 2019 a percentagem de alunos com dificuldades se fixou em 86,4%.

Nesta prova, em que foram avaliados quatro domínios (números e operações, geometria e medida, álgebra, e organização e tratamento de dados) a maioria não conseguiu responder sem dificuldades.

Na prova de Matemática do 2.º ano houve uma melhoria dos vários subdomínios, mas resultados mais baixos na organização e tratamento de dados.

Quanto às restantes disciplinas, nas provas de História e Geografia do 8.º ano foram também mais os alunos que revelaram dificuldades ou não conseguiram responder às questões. Os resultados foram, ainda assim, melhores do que em 2019.

Em Português, houve uma percentagem significativa de alunos com dificuldades em dois domínios da prova do 8.º ano: 59,3% mostraram dificuldades ou não conseguiram responder a questões relacionadas com leitura e educação literária, sendo 68,9% no caso da gramática.

As crianças do 2.º ano também apresentaram fragilidades em gramática (79,1% revelou dificuldades ou não conseguiram responder), tendo diminuído de forma significativa, por outro lado, a percentagem de alunos que conseguiram responder às perguntas do domínio da oralidade (passou de 20,1% para 13,3%).

"No que se refere ao desempenho dos alunos tendo por referência os níveis de complexidade cognitiva de uma forma geral, os resultados continuam a mostrar, em cada área, um desempenho mais modesto nos níveis de complexidade cognitiva mais elevados (médio e superior), ou seja, aqueles que pressupõem maior complexidade, como a interpretação, a inferência, a resolução de problemas, o raciocínio e a criatividade", refere o relatório.

Por regiões, foi novamente no Norte e Centro que os alunos apresentaram os melhores resultados por domínios, sendo acompanhados pela Área Metropolitana de Lisboa nos resultados a Português do 8.º ano.

Em comunicado, o Ministério da Educação refere que "os dados das provas de aferição constituem informação muito importante para a consolidação das linhas prioritárias de atuação" quanto à qualidade das aprendizagens dos alunos, sendo particularmente relevante para a avaliação do impacto das ações do Plano de Recuperação de Aprendizagens.

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