Autotestes incluídos. Acesso a bares e discotecas exige certificado com dose de reforço ou teste negativo

A DGS aclara que os autotestes realizados à entrada de bares e discotecas, mediante a supervisão dos responsáveis destes espaços, também são permitidos para aceder aos estabelecimentos.

A Direção-Geral da Saúde atualizou a norma para entrada em bares e discotecas, e detalhou que o acesso requer um teste negativo à Covid-19, sendo admitidos testes moleculares de amplificação de ácidos nucleicos (TAAN) realizados nas últimas 72 horas, testes rápidos de antigénio de até 48 horas antes ou até autotestes realizados à porta dos estabelecimentos, desde que sob supervisão "dos trabalhadores responsáveis pelo acesso a estes espaços".

Está dispensado de apresentar o teste quem apresente um certificado digital de recuperação da doença ou quem tenha sido vacinado há pelo menos 14 dias com a dose de reforço da vacina contra a Covid-19.

A DGS também salvaguarda que o acesso deve ser vedado "a utilizadores que apresentem sintomatologia compatível com Covid-19".

Aos trabalhadores dos bares e discotecas é recomendado que se testem regularmente, e aos responsáveis dos estabelecimentos é pedido que garantam a disponibilidade de desinfetantes de mãos e ventilação. A autoridade de saúde determina que os funcionários utilizem máscara no local de trabalho.

Os bares e discotecas voltam a abrir na sexta-feira à noite, após novo encerramento de três semanas devido à Covid-19, com os clientes sem dose de reforço da vacina a terem de apresentar teste negativo para entrar.

Segundo a Resolução do Conselho de Ministros de 6 de janeiro, os bares e as discotecas que estão fechados desde 25 de dezembro têm autorização para abrir na sexta-feira a partir das 22h00.

Estão em causa "bares, outros estabelecimentos de bebidas sem espetáculo e estabelecimentos com espaço de dança, ainda que esses estabelecimentos estejam inseridos em estabelecimentos turísticos", segundo o texto da resolução com as alterações mais recentes das "medidas aplicáveis no âmbito da pandemia da doença da Covid-19".

Para entrar nestes espaços, os clientes têm de apresentar um teste negativo à Covid-19, com exceção de quem "demonstrar ter sido vacinado há pelo menos 14 dias com uma dose de reforço" contra a doença ou de quem tiver um certificado de recuperação.

No mesmo Conselho de Ministros de 6 de janeiro, o Governo decidiu manter a proibição de consumo de bebidas alcoólicas na via pública, com exceção das "esplanadas abertas dos estabelecimentos de restauração e similares devidamente licenciados para o efeito", como se lê na resolução publicada no Diário da República.

No âmbito da contenção da pandemia de Covid-19, com maiores restrições no período do Natal e da passagem do ano, os espaços de diversão noturna (bares, estabelecimentos de bebidas sem espetáculo e estabelecimentos com espaço de dança) permanecem fechados desde as 00h00 do dia 25 de dezembro e previa-se que a medida durasse até 9 de janeiro, mas foi prolongada até dia 14, às 22h00.

Antes do atual encerramento, os bares e discotecas tinham reaberto em outubro pela primeira vez desde o início da pandemia em Portugal, após 19 meses parados.

Entre outubro e dezembro, para entrar nestes espaços, era preciso apresentar teste negativo antigénio ou PCR ou certificado de recuperação da Covid-19, mesmo no caso de pessoas vacinadas.

Logo no dia 6 de janeiro, as associações que representam este setor dos bares e discotecas manifestaram satisfação com o anúncio da reabertura no dia 14, embora dizendo que foi penalizador para os bares por mais alguns dias.

Quanto às discotecas, já contavam reabrir apenas no final desta semana, uma vez que só costumam estar a funcionar durante o período do fim de semana ou nos dias anteriores.

Os empresários consideraram também "incongruente" a proibição de beber na rua e lembraram que muitos clientes de bares consomem à porta dos estabelecimentos, o que até é vantajoso no controlo da circulação do vírus.

Outra das críticas dos empresários é a exceção de testes apenas para quem tem já a terceira dose da vacina, atendendo a que quem frequenta mais os bares e as discotecas são grupos etários a quem ainda não está a ser administrado o reforço da vacinação.

LEIA AQUI TUDO SOBRE A PANDEMIA DE COVID-19

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