Câmaras PS de Alenquer e Vila Franca querem que Governo inclua a Ota no estudo sobre o aeroporto

Referindo os interesses ligados à Ponte Vasco da Gama, o presidente de Vila Franca de Xira questiona: "Porquê sempre a Margem Sul e não na Margem Norte, onde há condições ótimas na Ota?".

As câmaras municipais de Alenquer e de Vila Franca de Xira querem que o Governo inclua a Ota no processo de Avaliação Ambiental Estratégica anunciado esta semana para escolher o destino do futuro aeroporto de Lisboa.

O anúncio dessa avaliação foi feito na segunda-feira, depois do chumbo liminar da Autoridade Nacional da Aviação Civil (ANAC) ao projeto apresentado para o Montijo, por falta de pareceres positivos de todos os municípios afetados.

Na sequência dessa decisão, o Governo anunciou a Avaliação Ambiental Estratégica, mas limitou-a logo a três soluções possíveis: a atual solução dual, em que o Aeroporto Humberto Delgado terá o estatuto de aeroporto principal e o Aeroporto do Montijo o de complementar; uma solução dual alternativa, em que o Aeroporto do Montijo adquirirá, progressivamente, o estatuto de aeroporto principal e o Aeroporto Humberto Delgado o de complementar; e a construção de um novo aeroporto internacional de Lisboa no Campo de Tiro de Alcochete.

À TSF, o presidente da câmara de Alenquer (onde se situa a Ota), eleito pelo PS, diz que faz todo o sentido incluir nos estudos agora anunciados a solução Ota, que durante muitos anos foi a escolhida pelo Estado português e que, de repente, desapareceu do mapa das opções disponíveis - primeiro, com a escolha de Alcochete num Governo de José Sócrates, e depois, com a escolha do Montijo por um Governo de Passos Coelho, com o posterior acordo do governo de António Costa.

"Há muitos estudos sobre a Ota"

Pedro Folgado recorda que "muitos estudos foram feitos em relação à Ota" e defende que "vale a pena juntá-la a este processo". "A Ota não é algo novo e já existem estudos, valendo a pena equacionar este espaço, que já foi equacionado e foi certo para a construção do aeroporto."

O autarca sublinha que nunca houve uma justificação cabal para o fim do projeto para a Ota e "se durante tanto tempo esta foi a decisão certa para o novo aeroporto, é porque as condições estavam reunidas, pelo que faz sentido voltar a equacionar a Ota, à semelhança do que fazem para outros sítios".

"Interesses" na Margem Sul

Também Alverca chegou a ser falada, há muitos anos, como hipótese para receber o futuro aeroporto de Lisboa, mas o presidente da câmara de Vila Franca de Xira (onde se localiza Alverca) diz que não vale a pena estudar de novo esta hipótese.

Alberto Mesquita, também eleito pelo PS, defende, contudo, que faz todo o sentido incluir a Ota na Avaliação Ambiental Estratégica anunciada pelo Governo, defendendo que, ao longo de todo este processo de escolha que se arrasta há décadas, a região Norte da Área Metropolitana de Lisboa foi muito prejudicada.

"O aeroporto da Ota, de repente, voou e ainda não se sabe onde vai aterrar, sendo que, pensando no país, só há uma hipótese: voltar à solução Ota", refere o autarca, para quem excluir à partida e nem estudar a Ota "é um erro".

"Porquê sempre a Margem Sul e não na Margem Norte, onde há condições ótimas na Ota? Talvez por causa da Ponte Vasco da Gama... com as interligações de interesses em jogo...", refere o presidente da câmara de Vila Franca de Xira.

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