"Catástrofe." Autarca da Guarda fala em duas casas destruídas e fogo descontrolado

Presidente da Câmara Municipal da Guarda antecipa prejuízos avultados por causa deste incêndio que começou no sábado.

O presidente da Câmara da Guarda, Sérgio Costa, afirma que o incêndio está descontrolado, a ir em direção à aldeia de Videmonte, confirma que duas casas foram destruídas pelo fogo e lamenta a descoordenação no terreno por parte do comando da Proteção Civil. Para o autarca, quem vai pagar a fatura são as pessoas.

"O mais importante são sempre as pessoas e os seus bens, mas o que está a acontecer é que os bens já não estão a ser protegidos, tamanha é a catástrofe que estamos a viver com as suas produções agrícolas e povoamentos florestais a arderem. Os bens já estão a ser todos dizimados, é muito grave o que está a acontecer. É claro que as pessoas já estão exaustas, cansadas, porque são sempre os mesmos a entrar nas frentes de combate. Não sabemos onde isto vai dar, se é desarticulação ou cansaço, mas quem sofre é o Zé Povinho, o António e a Maria que residem nestas aldeias, têm aqui o seu ganha-pão, a sua sobrevivência e estão a ver tudo partir", explicou à TSF Sérgio Costa.

O autarca antecipa prejuízos avultados por causa deste incêndio que começou no sábado, na Covilhã, e já passou por Manteigas, Gouveia e Celorico da Beira. De acordo com as estimativas de quem está no terreno, o fogo já consumiu 12 mil hectares de mato e floresta.

O incêndio, que lavra desde sábado nos concelhos da Covilhã (distrito de Castelo Branco) e de Manteigas, e que na tarde de quarta-feira passou também para os concelhos de Gouveia e da Guarda, chegou hoje, a meio da manhã, ao concelho de Celorico da Beira.

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