Circulação na Linha da Beira Alta cortada a partir desta terça-feira por nove meses

Encerramento deve-se a trabalhos de modernização. A IP refere que, no início do próximo ano, os utilizadores da Linha da Beira Alta "passarão a dispor de um serviço de transporte ferroviário de maior qualidade, conforto, segurança e ambientalmente sustentável".

A circulação ferroviária no troço Pampilhosa - Guarda da Linha da Beira Alta fica cortada a partir desta terça-feira, por um período estimado de nove meses, no âmbito do plano de modernização.

A Infraestruturas de Portugal (IP) justifica a necessidade de encerramento integral da linha com as "características técnicas específicas dos trabalhos a realizar em diversos locais ao longo do troço".

Segundo a IP, atendendo à "elevada complexidade" dos trabalhos, seria impraticável executá-los "mantendo a circulação ferroviária, mesmo que de forma condicionada".

No início do próximo ano, os utilizadores da Linha da Beira Alta "passarão a dispor de um serviço de transporte ferroviário de maior qualidade, conforto, segurança e ambientalmente sustentável", garante.

A IP sublinha que a modernização integral da Linha da Beira Alta, integrada no Corredor Internacional Norte, tem "elevada importância na requalificação da Rede Ferroviária Nacional, disponibilizando às empresas e passageiros um transporte ferroviário mais eficiente nas ligações ferroviárias inter-regionais, bem como na ligação a Espanha e restante Europa".

Durante o período de interrupção, serão disponibilizados transportes rodoviários alternativos aos clientes da Comboios de Portugal (CP).

O presidente da Câmara da Mealhada, António Jorge Franco, espera que a remodelação da linha da Beira Alta traga consequências positivas para o município e para toda a região Centro.

"Vamos ter de fazer algum sacrifício", admite o autarca em declarações à TSF, e será necessário assegurar o transporte rodoviário, "mas esperamos que corra tudo bem".

Na Guarda, o projeto é encarado com "um misto de sentimentos": a obra é necessária, mas não pode, nem deve, ultrapassar os nove meses previstos, aponta o autarca Sérgio Costa.>

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