Criança que esteve internada no Hospital de São João não tem hepatite aguda

Os resultados dos exames indicaram que a "a criança tem um diagnóstico de gripe do subtipo A".

Os resultados dos exames feitos à criança que esteve internada no Hospital de São João, no Porto, com "suspeitas" de hepatite aguda excluíram essa hipótese e revelaram a existência de três vírus, revelou esta sexta-feira este equipamento hospitalar, tal como a TSF noticiou esta quinta-feira.

Em comunicado, a DGS confirmou que "até à data, não foram identificados no país casos de "hepatite de etiologia desconhecida" e a criança no Hospital de São João "tem um diagnóstico de gripe do subtipo A."

Em causa está uma criança que foi internada neste hospital do Porto com "suspeitas" de hepatite aguda e recebeu alta na quinta-feira à tarde para aguardar os resultados dos exames em casa.

Em declarações aos jornalistas, à margem do primeiro teste com veículos não tripulados realizado no hospital, o responsável afirmou que a criança estava "estável" e que a sua evolução clínica estava a ser acompanhada.

Apesar da suspeita de hepatite aguda, Fernando Araújo disse: "não se prevê que seja um caso confirmado nesse sentido".

Na mesma ocasião, o secretário de Estado Adjunto e da Saúde, Lacerda Sales, salientou que o Governo "olha com preocupação" para os cerca de 200 casos de hepatite aguda em crianças que têm surgido a nível mundial.

"São cerca de 200 casos a nível mundial, com 20 casos de transplante hepático. De facto, aquilo que devemos fazer neste momento é ter os colegas de medicina geral e familiar e pediatras em grande alerta, para poderem monitorizar, e as pessoas estarem sensibilizadas para alguns sintomas nestas crianças", referiu o governante.

Também na quinta-feira, a Direção-Geral da Saúde (DGS) anunciou que criou uma 'task force' de "acompanhamento e atualização" do surto mundial de hepatite aguda em crianças

Esta 'task force' terá como missão "o acompanhamento e atualização da situação internacional, a avaliação de risco a nível nacional e a elaboração de orientações técnicas para a deteção precoce de eventuais casos que venham a ser identificados no país", referiu a DGS em comunicado.

No contexto do surto internacional de "hepatite de etiologia desconhecida", a DGS constituiu uma 'task force' em articulação com o Programa Nacional para as Hepatites Virais e com a Sociedade Portuguesa de Pediatria.

Como medidas contra este surto, a DGS recomenda a higienização das mãos e a etiqueta respiratória.

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