Discotecas de volta. "A dúvida é se as pessoas têm força para aguentar até depois das 4h00"

Líder da associação de discotecas diz que o "ritmo biológico das pessoas mudou bastante".

Os bares e discotecas podem, já a partir das 00h00 desta sexta-feira, reabrir portas, mas o presidente da Associação Nacional de Discotecas, José Gouveia, tem dúvidas quanto à resistência de quem vai regressar às pistas de dança.

"A única dúvida é se as pessoas têm força para aguentar até depois das 4h00. O ritmo biológico das pessoas mudou bastante - falo por mim - e acho que é com alguma dificuldade que as pessoas arrastam os seus horários até às 6h00, quando fecham as discotecas", confessou o responsável à TSF.

A última fase do desconfinamento entra em vigor em Portugal continental esta sexta-feira, com a reabertura de bares e discotecas e o fim das limitações de ocupação para lojas e restaurantes, mas os apoios prometidos pelo Governo só chegaram esta quinta-feira "de manhã, na data limite", lamenta o responsável.

Esta pode ser também uma das razões que levam a que, segundo José Gouveia, só uma discoteca tenha escolhido voltar ao ativo. A falta de funcionários e o ceticismo de alguns proprietários - que querem "ver para crer", especialmente depois de 19 meses que deixaram as suas casas "debilitadas" - são também uma face da pouca adesão à reabertura. "Muitos deles não estavam preparados para reabrir numa semana", explica.

Mas há também um problema de origem económica: "Está a ser muito complicado arranjar pessoas para trabalhar, ouço essa queixa de muita gente. Enquanto não terminar, na totalidade, o lay-off e os subsídios... Estamos com uma população um pouco subsidiodependente e um pouco preguiçosa, estamos com grandes dificuldades em arranjar pessoas para trabalhar."

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