Estudantes da FCSH-NOVA exigem regresso ao ensino presencial em protesto

Alunos de universidades e politécnicos têm o aval do Governo para regressar às aulas no dia 19, mas na prática não é o que vai acontecer em várias instituições.

Os estudantes da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade NOVA (FCSH-NOVA) vão esta quarta-feira protestar contra o ensino à distância.

O Governo determinou que os estudantes do Ensino Superior podiam retomar às aulas presenciais na próxima segunda-feira, mas não é o que vai acontecer na prática em muitas universidades, como é o caso da FCSH-NOVA, explica à TSF o presidente da Associação de Estudantes daquela instituição.

A decisão partiu da direção, afirma José Pinho, que "contrariou as orientações" do Governo, "mantendo a grande maioria das aulas em regime online até ao final do semestre".

Os alunos consideram que o ensino online "aprofundou desigualdades", pelo que exigem o "retorno às aulas as aulas presenciais em condições de segurança assim que possível".

O presidente da Associação de Estudantes argumenta que os alunos que vivem fora de Lisboa nunca deixaram de pagar alojamento, do qual não estão a usufruir, tendo a maioria regressado às localidades de origem, mas que também não podem parar de pagar.

"Os estudantes nunca não deixaram de pagar rendas, nem aqueles que se encontravam em residências, porque se deixassem pagar rendas perderiam o lugar, nem aqueles que tinham casas arrendadas, sempre prevendo, como foi indicado, o retorno às aulas presenciais. Os estudantes e as suas famílias continuaram a suportar os custos do alojamento, na esperança, legítima, de voltarem ao ensino presencial."

Pôr fim aos contratos de arredamento não é uma opção também porque "a faculdade deu a indicação que a avaliação contínua e os exames seriam em regime presencial, ou seja, os estudantes acabam por ter que se deslocar na mesma a Lisboa para fazer essas avaliações", acrescenta José Pinho.

Os alunos já se reuniram com a direção da faculdade, mas até agora não chegaram a acordo.

A organização do protesto marcado para esta quarta-feira espera juntar uma centena de estudantes, entre os cinco mil alunos inscritos na FCSH-NOVA, a partir das 16h00 junto à faculdade na avenida de Berna, em Lisboa.

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