Governo devolve aumento da receita fiscal dos combustíveis, Zelensky afasta-se da NATO e outros destaques TSF

António Costa confirma que "todos os cenários apontam para que o gasóleo e a gasolina continuem a aumentar".

Para evitar a escalada de preços devido ao impacto da guerra na Ucrânia, o primeiro-ministro reuniu-se esta quarta-feira com os parceiros da Concertação Social e admite vir a reduzir o "excesso de receita fiscal em sede de IVA" referente ao gasóleo e à gasolina.

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, disse, durante uma entrevista televisiva na segunda-feira, que não vai insistir na adesão da Ucrânia à NATO, uma das questões que motivaram oficialmente a invasão russa. Num outro sinal de abertura a negociações com Moscovo, durante uma entrevista ao canal televisivo norte-americano ABC, Zelensky disse estar disponível para um "compromisso" sobre o estatuto dos territórios separatistas no leste da Ucrânia, cuja independência o Presidente russo, Vladimir Putin, reconheceu unilateralmente, pouco antes de lançar o ataque militar.

Os diretores da CIA, FBI, da Agência de Informações da Defesa e da Agência de Segurança Nacional (NSA, na sigla em inglês), entre outros, estiveram perante o comité de inteligência para esclarecerem as dúvidas dos senadores. A ameaça nuclear foi o problema que mais perguntas provocou. Os especialistas levam a sério a ameaça feita por Vladimir Putin, mas não acreditam que as armas nucleares sejam usadas de ânimo leve ou muito em breve.

Nos arredores de Lviv, uma escola primária recebe agora deslocados. Ucranianos que vieram do leste, perto de Donbas. E outros que chegaram de Kiev e Carcóvia, duas cidades debaixo de fogo desde o primeiro dia. Ao fundo de um dos enormes corredores, agora vazio, está Turovskii Volodymir. É pintor. Sentado no chão, desenha na tela, em letras vermelhas, grossas, vistosas, a mensagem "Real Fascism". O verdadeiro fascismo. A pintura revela ainda, em detalhe, dois aviões, um soviético da atualidade e um outro alemão, da segunda guerra. São, para ele, a mesma coisa. Putin acusa os ucranianos de serem nazis, este Volodymir retribui com a sua arte. Depois, vai buscar outro quadro, já terminado. Há um tanque de guerra imponente, negro, que transporta uma bandeira da Ucrânia. A cores. Vivia em Carcóvia (Kharkiv). Uma das cidades mais atingidas pela aviação russa. Quando viu a sua casa ser destruída, apanhou boleia para Kiev e, depois, o comboio para Lviv. Quando Pedro Cruz, o enviado especial da TSF à Ucrânia, lhe pergunta qual é a última imagem que tem na cabeça da cidade onde vivia, pega no telefone e começa a mostrar os quadros que pintou.

É feriado na Ucrânia. Dia da Mulher. A guerra não acabou. Há 13 dias que o país tenta repelir a invasão russa, mas esta terça-feira a TSF testemunhou que o combate faz-se com mais flores nas ruas e nas mãos de mulheres que marcam a vida de quem as quer homenagear.

O exército russo anunciou um novo cessar-fogo humanitário para a retirar civis da Ucrânia a partir das 10h de Moscovo (7h em Lisboa) de quarta-feira.

Na resposta ao conflito, o Presidente dos EUA, Joe Biden, afirmou que o país está a enviar armas e apoio humanitário para a Ucrânia. O chefe de Estado norte-americano avisou a população que "defender a liberdade vai ter custos" e, por isso, a partir de agora, "o petróleo russo não vai entrar nos portos americanos" para "responder à agressão na Ucrânia".

Já o governo polaco garantiu esta que está preparado para enviar todos os seus aviões de combate MiG-29 para uma base aérea dos Estados Unidos na Alemanha, abrindo caminho ao uso dos aparelhos pelas forças militares ucranianas, conforme solicitado pelo Governo de Kiev.

Por cá, João Gomes Cravinho afirmou que a decisão de colocar militares portugueses na estratégia de dissuasão da NATO é de "natureza exclusivamente militar" e acredita que o material que Portugal enviou para a Ucrânia "chegará às mãos de quem precisa".

E Marcelo Rebelo de Sousa explicou que as medidas de apoio à Ucrânia têm "sido tomadas de acordo com a evolução da situação" e que é dessa forma que a União Europeia vai aplicando os apoios.

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