Três feridos graves e uma casa ardida. Prevê-se "dia muito complicado" na Serra da Estrela

Comandante nacional de emergência e Proteção Civil garante que estão a ser aplicados todos os "recursos disponíveis".

No combate ao incêndio na Serra da Estrela, que esta terça-feira envolve mais de 1400 operacionais, 331 meios terrestres e 14 meios aéreos, já se registaram três feridos graves e uma casa ardida.

"Desde o início mantemos o registo de 19 feridos ligeiros, três feridos graves e 25 assistidos no teatro de operações. Nenhum dos feridos graves corre risco de vida. Ontem e hoje houve necessidade de deslocar 45 pessoas das suas habitações. Quanto aos danos registados e confirmados há uma primeira habitação e segunda habitação em Vale Formoso", revelou André Fernandes, comandante nacional de emergência e Proteção Civil, durante a conferência de imprensa para fazer o ponto de situação em Carnaxide.

As condições meteorológicas previstas para esta tarde, com vento forte e baixa humidade relativa do ar, são desfavoráveis.

"Houve três ignições em simultâneo, pode ter sido ou não um reacendimento, vai ser apurado. Tudo o que é maquinaria e recursos disponíveis estão a ser aplicados. Garantiu-se a integridade física dos civis e combatentes e minimizou-se o património afetado. Contudo, hoje vai ser um dia muito complicado para garantir que o incêndio não cresça. Necessitamos de continuar nestas manobras de estabilização", alertou o comandante.

Sobre os sete bombeiros que ficaram incontactáveis na segunda-feira, o responsável esclareceu que tudo se tratou de "uma operação normal."

"Os operacionais estavam na operação de combate e durante a ação poderão não ter tido contacto direto com quem estava no comando do grupo. É uma operação normal dentro daquilo que os bombeiros fazem. Terminado o que estavam a fazer voltaram a reagrupar-se. É uma operação normal dentro daquilo que são as operações de combate", garantiu.

O presidente da Câmara da Guarda, Sérgio Costa, afirmou que o fogo na Serra da Estrela abrandou no seu território. O autarca, que na segunda-feira à noite se mostrava desesperado, está esta terça-feira de manhã um pouco mais tranquilo, mas sublinha que as cautelas são para manter porque o perigo ainda não passou.

"No concelho da Guarda, neste momento, essas frentes com chamas enormes, gigantescas, já não existem. Apenas algumas ações de consolidação dos perímetros, é isso que está a ser feito no nosso concelho. Neste momento não há populações em risco, mas não podemos dizer que o perigo já passou, de todo. Com o chegar do dia e aumento das temperaturas é preciso ter muita cautela e atenção porque tudo pode acontecer", revelou à TSF Sérgio Costa.

A reativação que se verificou segunda-feira do incêndio na Serra da Estrela teve origem em "três ignições em simultâneo no Vale da Amoreira", em Manteigas, distrito da Guarda, "com expansão para os concelhos da Covilhã [distrito de Castelo Branco] e da Guarda", adiantou André Fernandes.

Este incêndio, além de atingir o concelho da Covilhã, chegou a Manteigas, Gouveia, Guarda e Celorico da Beira, queimando um total superior a 14 mil hectares, segundo dados provisórios.

Notícia atualizada às 16h11

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