Marta Temido anuncia reforço de autotestes nas farmácias durante o fim de semana

Ministra da Saúde reconhece o aumento da procura deste tipo de testes, sendo "natural que haja alguns estrangulamentos" que com o passar do tempo "tenderão a ficar controlados".

A ministra da Saúde disse esta sexta-feira que este fim de semana haverá uma reposição dos autotestes nas farmácias. Numa altura em que é necessária a apresentação de um teste negativo para entrar em alguns eventos e aceder a algumas atividades, o stock de testes nas farmácias tem vindo a escassear. Marta Temido assegurou, no entanto, que o problema está a ser resolvido.

"Sabemos que houve falta de autotestes no mercado, nos últimos dias, e aquilo que também temos informação é que neste fim de semana haveria reposição", afirmou Marta Temido, em declarações aos jornalistas à margem de uma visita ao Hospital de Lamego.

A ministra sublinhou a "grande procura" deste tipo de testes, recordando que o dia 30 de novembro foi o dia em que foram feitos mais testes desde o início da pandemia. "É natural que haja aqui alguns estrangulamentos que com o passar dos dias tenderão, esperamos nós, a ficar controlados", referiu.

Relativamente à adesão de farmácias e laboratórios ao protocolo celebrado com o Governo para a comparticipação de testes, Marta Temido reconheceu que o objetivo é aumentar o número de instituições aderentes, estando a situação a "ser analisada".

"Temos 760 farmácias que aderiram ao protocolo e mais de 180 laboratórios e temos, sobretudo, um clausulado que permite que o mercado adira e disponibilize esse serviço aos utentes. Naturalmente que estamos aqui também perante um conjunto de pressões que estamos a analisar e que procuraremos enquadrar dentro daquilo que são as regras que temos para responder a essas situações", disse.

A ministra da Saúde indicou ainda que aguarda com serenidade a decisão da comissão de vacinação quanto à inclusão das crianças neste processo. Neste momento, há 338 surtos ativos nas escolas, algo que Marta Temido encara com normalidade.

"Hoje quando olhamos para a nossa situação epidemiológica e a comparamos com aquela que tínhamos há um ano, encontramos os surtos predominantemente nas escolas. Há um ano, se olharem retrospetivamente, verificarão que os surtos eram concentrados nas estruturas residenciais para idosos", explicou, reforçando que a doença "tem um prognóstico muito menos favorável em função da idade e das comorbilidades".

"O que sabemos é que as crianças têm maioritariamente uma doença menos grave e estamos a acompanhar aquilo que poderá ser a evolução sobre a decisão de vacinação com tranquilidade, de acordo com aquilo que é a evolução científica", garantiu, adiantando que a DGS dará informações sobre esta questão "até ao final desta semana".

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