"Não irá cumprir os caudais anuais." Espanha vai fechar a torneira a Portugal nos rios Tejo e Douro

Os dois países sublinham as dificuldades relativas à gestão dos recursos hídricos devido à situação de seca.

Espanha não vai cumprir os caudais anuais nos rios Tejo e Douro. O incumprimento é assumido num comunicado conjunto entre Portugal e o país vizinho, no qual se antecipa que os caudais devem ficar 10% abaixo dos valores antecipados pela Convenção de Albufeira.

"Apesar do esforço realizado e estando a terminar o ano hidrológico, Espanha não irá cumprir com os caudais anuais nos rios Tejo e Douro, que se antecipa que fiquem em cerca de 90% dos valores estabelecidos na Convenção", pode ler-se na nota.

No mesmo texto, os dois países sublinham as dificuldades relativas à gestão dos recursos hídricos devido à situação de seca e aos baixos níveis de água nas albufeiras. Afirmam também que, durante o ano, foram cumpridos e largamente superados os caudais semanais e trimestrais, mas admitem que apesar dos esforços de articulação, Espanha vai falhar a Convenção.

"Por essa razão, e porque, de acordo com as previsões meteorológicas, a precipitação deverá continuar abaixo dos registos médios nos próximos meses, é fundamental acautelar as disponibilidades hídricas e gerir de forma coordenada a libertação de caudais no início do próximo ano hidrológico", explicam os dois países.

Portugal e Espanha asseguram que vão continuar a dialogar e a procurar soluções para minimizar os impactos da escassez da água. Nesse sentido, está previsto um reforço da coordenação na gestão dos recursos hídricos, a melhoria dos diagnósticos e a busca de soluções para os constrangimentos que comprometem o cumprimento dos objetivos da Convenção de Albufeira, nomeadamente no abastecimento de água às populações e nos usos para regadio.

Durante o próximo trimestre, Portugal e Espanha vão reunir-se ao mais alto nível para fazer o balanço do ano hidrográfico e planear o futuro. Depois, a comissão de acompanhamento e desenvolvimento da Convenção vai reunir-se em plenário para reforçar os mecanismos de articulação da gestão das bacias hidrográficas partilhadas.

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