Poucos quartos e caros: estudantes universitários começam o calvário de encontrar alojamento

A TSF foi conhecer o caso de uma estudante açoriana colocada na Universidade do Algarve.

Joana Madruga, 17 anos, pensava entrar na Universidade de Coimbra no curso de gestão. Foi essa a sua primeira opção quando se candidatou, mas no sábado passado, quando saiu o resultado das candidaturas, teve a informação de que, afinal, tinha entrado no curso de gestão na Universidade do Algarve. A notícia apanhou a família de surpresa. "Já tinha assinalado alguns quartos em Coimbra para ir ver quando chegasse lá", conta a jovem. Em Faro, não tinha visto nada e começou logo a procurar. "Ainda não tivemos muita sorte", lamenta.

Joana e os pais, Rui e Teresa, moram na ilha do Pico. Apanharam um avião nos Açores de imediato e vieram os três tentar encontrar um quarto para a estudante residir em Faro. Uma situação que está a ser mais difícil do que esperavam. "A maior parte dos contactos que fizemos, ou já não atendem, ou dizem que estão ocupados ou são um bocadinho caros", adianta Joana.

Rui, o pai, lamenta as dificuldades encontradas numa região onde o alojamento para o turismo tem primazia. Acredita que só em outubro, quando passar a época alta, conseguirá arranjar um espaço para a sua filha. Os preços praticados também não são os mais acessíveis e pesam no orçamento da família. "Em média pedem 300 euros, mais as despesas da casa, luz, água e internet", conta.

Para este agregado familiar há ainda que contar com o preço das viagens de Joana para os Açores durante as férias.

Esta família açoriana tem a vantagem de poder ficar por estes dias alojada em casa de familiares que moram em Faro, que lhes permite procurar alojamento para a filha com mais tranquilidade. Joana tem um tio, primos e padrinho a residir na cidade algarvia.

É filha única e o pai assume que toda a vida poupou para que ela pudesse estudar. "A minha prioridade é ela, por isso tenho dinheiro para ela vir estudar, mas há pais que não têm e sentem maiores dificuldades."

No seus 17 anos Joana está entusiasmada e, ao mesmo tempo, expectante por começar uma vida que vai ser muito diferente da tranquilidade a que estava habituada na ilha do Pico. "Aqui eu tenho família, acho que se fosse para outro sítio era um choque maior", admite. No entanto, "aqui [em Faro] não há tanto movimento como noutros sítios", afirma. "Mesmo assim, vai ser uma grande diferença em relação ao que estou habituada lá..."

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