Restauração quer fim dos limites horários já no próximo fim de semana

A proposta da AHRESP "vai no sentido desta se aplicar aos concelhos de menor risco, deixando de vigorar o limite horário das 13h00".

A AHRESP pediu ao Governo o fim das limitações horárias na restauração e similares já no próximo fim de semana, e não apenas a partir de segunda-feira, na sequência da anunciada não renovação do estado de emergência.

Em comunicado divulgado esta quarta-feira, a Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP) afirma que o anúncio do fim do estado de emergência pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, a partir de sexta-feira, e o plano de desconfinamento anunciado pelo Governo, "abrem caminho" para o fim das restrições horárias nos restaurantes e similares, a partir de segunda-feira, dia 03 de maio.

"No entanto, dada a atual situação pandémica, que apresenta uma diminuição na incidência de casos, a AHRESP, solicitou ao Governo que equacione a possibilidade dos estabelecimentos de restauração e similares poderem funcionar, sem qualquer limite horário, já no próximo fim de semana (dias 01 e 02 de maio), e não apenas a partir de 03 de maio", pode ler-se no documento.

Em declarações à TSF, Ana Jacinto, secretária-geral da AHRESP, adianta que a Associação espera que a decisão seja tomada na quinta-feira pelo Governo, na reunião do Conselho de Ministros.

Ana Jacinto lembra que, no domingo, assinala-se o Dia da Mãe, um dia que costuma ser bom para o setor da restauração.

A secretária-geral da Associação explica à TSF que a proposta tem como objetivo "antecipar o alargamento dos horários, porque este fim de semana tem peso no setor".

A proposta da AHRESP "vai no sentido desta se aplicar aos concelhos de menor risco, deixando de vigorar o limite horário das 13h00, possibilitando-se desta forma o serviço, quer de almoços, quer de jantares".

Para a associação, trata-se de uma medida "razoável e que ajudaria as empresas e a economia e não comprometeria os objetivos de combate à pandemia", numa altura em que 49% das empresas de restauração e do alojamento registam quebras de faturação acima dos 90%.

"As atividades de restauração e similares têm sido exemplares ao longo deste período pandémico na aplicação das regras e das boas práticas, cumprindo e fazendo cumprir todas as recomendações de higiene e segurança, e assim continuará a ser", assegura a associação.

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