Seis meses após início da crise sismológica nos Açores, frequência continua "muito acima do normal"

Em declarações à TSF, Rui Marques, diretor do Centro de Informação e Vigilância Sismovulcânica dos Açores e Fernando Carlos Lopes, especialista em sismos da Universidade de Coimbra, analisam os seis meses desde que começou a crise sismológica na ilha açoriana de São Jorge.

Passam seis meses desde o início da crise sismológica na Ilha de São Jorge, nos Açores. Desde o mês de março, a ilha açoriana já registou mais de 51 mil abalos, sendo que desses, a população sentiu quase 330.

Rui Marques, diretor do Centro de Informação e Vigilância Sismovulcânica dos Açores, revelou à TSF que a situação ainda é fora do comum. "Não devemos olhar para estes 110 ou 120 sismos por dia como algo normal", considera, mas, comparativamente ao início da crise, houve uma diminuição da frequência.

"Nesta altura, estamos com um pouco menos de frequência diária, mas ainda assim com valores muito acima daquilo que é normal para este setor", explica.

No entanto, Rui Marques sublinha que, atualmente, apenas os parâmetros sismológicos estão acima do normal. "No início tivemos alguma degradação no terreno, e este binómio de formulação crostal e toda aquela sismicidade e energia libertada no início desta crise, mostra que houve alguma intrusão de magma em profundidade".

Nos últimos tempos, o continente tem sido abalado por alguns sismos. Fernando Carlos Lopes, especialista em sismos da Universidade de Coimbra, garante que estes abalos têm origens diferentes, e que não há ligação entre aquilo que se passa nos Açores e estes sismos sentidos no continente.

No passado mês de junho, o CIVISA baixou o nível de alerta em São Jorge, de V4, que significa ameaça de erupção, e que tinha sido decretado a 23 de março, para V3, ou seja, sistema ativo sem iminência de erupção. O maior abalo que a ilha açoriana sentiu desde o início da crise aconteceu a 29 de março. Na altura, o sismo foi de 3,8 na escala de Richter.

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