"Tolerância zero." Proteção Civil prepara plano operacional para dias de calor extremo

Comandante nacional André Fernandes disse que a análise está a ser feita e que, "brevemente", serão anunciadas as medidas de antecipação operacional de combate aos incêndios nos próximos dias.

O comandante nacional da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) reforçou esta quinta-feira a mensagem de que é preciso "tolerância zero" em relação ao uso do fogo nos espaços florestais, assim como adequar os comportamentos por forma a reduzir as ignições.

André Fernandes revelou também que, tendo em conta o agravamento das condições meteorológicas para os incêndios rurais (aumento da temperatura e a redução da humidade) esperado para os próximos dias, a proteção Civil está a fazer, juntamente com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), uma "análise para depois serem tomadas ações de antecipação operacional de pré-posicionamento de meios nos locais onde exista maior probabilidade de os incêndios tomarem grandes proporções".

"É um trabalho que está a ser feito e que, brevemente, será anunciado", disse.

No briefing feito ao final da manhã desta quinta-feira, o comandante nacional explicou que, com os incêndios na Serra da Estrela e nas Caldas da Rainha dominados, a prioridade agora é garantir a consolidação dos territórios afetados, assim como assegurar uma vigilância ativa, de modo a que qualquer reativação seja rapidamente extinta.

No total, nestes dois incêndios, que se encontram em resolução, continuam empenhados mais de 1.500 operacionais e cinco meios aéreos.

No combate ao fogo na Serra da Estrela, houve 24 feridos ligeiros e três feridos graves. Nas Caldas da Rainha, há registo de dois feridos ligeiros, lamentando-se uma fatalidade, a morte de um bombeiro que sofreu um ataque cardíaco durante o combate às chamas.

Questionado sobre a razão pela qual foi ativado o mecanismo europeu de combate aos incêndios, André Fernandes esclareceu que foram feitos contactos com os diferentes Estados mas que, naquele momento, não havia disponibilidade de meios, em virtude de a situação ser "complexa" também noutros países, onde se combatiam "grandes incêndios".

"Não houve essa disponibilidade na altura", disse, explicando que, por essa razão, não chegou a ser feito um pedido oficial. No entanto, realçou que Portugal contou com a ajuda bilateral de Espanha no combate ao fogo da Serra da Estrela.

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