Turistas recebidos com laranjas no aeroporto de Faro

Uma ação para assinalar o Dia Mundial do Turismo.

A maior parte, senão a totalidade, dos turistas que chegava ao aeroporto de Faro desconhecia que esta terça-feira se comemora o Dia Mundial do Turismo. Por isso, os visitantes ficavam surpreendidos quando a eles se dirigiam os funcionários do Turismo do Algarve. "Oranges?", questiona uma das funcionárias. Na mão traz um saco de um quilo daquele que é talvez o produto agrícola produzido na região mais conhecido nacional e internacionalmente. Alguns turistas aceitavam e agradeciam, mas outros mostravam-se desconfiados com tanta generosidade.

Um casal de britânicos que acabou de chegar afirmou já ter ido, em tempos, ao Festival da Laranja de Silves. O mote para o diretor regional de Agricultura e Pescas do Algarve, presente na ação, meter dois dedos de conversa. "Silves é um dos maiores produtores e talvez algumas destas laranjas tenham vindo de lá", diz em inglês.

Três entidades, o Turismo do Algarve, a AlgarOrange, uma associação de produtores, e a Direção Regional de Agricultura e Pescas estão no aeroporto durante este dia a oferecer 200 quilos de laranja aos turistas, em sacos de rede de um quilo.

A vice presidente da Entidade Regional de Turismo considera que é preciso mostrar a quem visita a região que podem ter mais do que praia. "Temos bons produtos, boa gastronomia, uma laranja que é a melhor das melhores", garante Fátima Catarina. Na área de chegadas do aeroporto montaram duas bancas. "Estaremos aqui enquanto houver laranjas", diz a responsável do turismo algarvio.

A região produz 70% dos citrinos do país e o diretor regional de Agricultura só lamenta que muitos hotéis da região prefiram dar aos turistas sumos de laranja artificiais. Pedro Valadas Monteiro revela que a campanha que agora termina superou a do ano passado e a produção cresceu cerca de 15%, atingindo as 360 mil toneladas. Espera que esta ação de boas vindas traga mais frutos no futuro. "Que os turistas possam degustá-las enquanto cá estão e que possam [comprá-las] nos próprios países, onde já estão à venda nas lojas."

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