"Um grito de alerta." Chefes de equipa das urgências do Hospital de Beja mantém demissão

O Conselho de Administração do hospital esteve reunido com os médicos demissionários esta quarta-feira de manhã.

Depois do encontro com o Conselho de Administração, os doze chefes de equipa das urgências do hospital de Beja continuam demissionários. O hospital compromete-se a contratar mais médicos e a reforçar os serviços de urgência e medicina interna.

A posição não mudou desde ontem. O Conselho de Administração esteve reunido durante a manhã desta quarta-feira com os médicos para tentar reverter as demissões. Mas sem sucesso.

É o que avança à TSF o diretor clínico do hospital, José Aníbal Soares. O também membro do Conselho de Administração explica que não há razão "para a população ficar alarmada". " Na prática, os profissionais vão ter de se manter em funções nos próximos 30 dias. Só depois desse período, e avaliada a resposta do hospital às reivindicações, é que os profissionais podem manter ou alterar a decisão.

Os médicos reivindicavam especialmente um reforço do serviço de medicina interna. José Aníbal Soares compreende o grito de alerta dos colegas. Com a pandemia, o serviço é o que mais tem sentido a falta de recursos. "Estes profissionais têm dado uma resposta exemplar à população. Têm dado tudo o que têm e o que não têm. Por isso, é normal que estejam cansados", explica o diretor clínico do Hospital José Joaquim Fernandes.

A administração compromete-se a contratar um novo diretor para o serviço de urgência. Vai também ser criado um grupo de trabalho para fazer um regulamento para as urgências deste hospital, que está integrado na Unidade Local de Saúde do Baixo Alentejo.

O hospital prometeu ainda aos médicos a contratação de profissionais para o serviço de urgência. Com a resposta reservada ao apoio a doentes com Covid-19, a contratação de médicos pode ajudar a atenuar a carga de trabalho de alguns profissionais, que não têm tido descanso nos últimos tempos.

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