Variante do Reino Unido já é, de longe, a dominante em Portugal

Prevalência triplicou em fevereiro e variante com origem no Reino Unido é agora, com larga diferença, a mais comum.

A variante do Reino Unido tornou-se dominante em fevereiro em Portugal. Na amostra nacional do coronavírus analisada pelo Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA), 58,2% dos casos estão associados à variante com origem no Reino Unido, mais do triplo dos 16% registados em janeiro.

A conclusão é visível no último relatório de diversidade genética da Covid-19 agora publicado pelo INSA.

A variante inglesa superou largamente aquela que era até aqui a variante dominante em Portugal e que tinha surgido no início da pandemia. Essa variante, com origem em Espanha, representava 54,7% dos casos em janeiro, mas em fevereiro caiu para 23,5%.

O INSA explica, no documento lido pela TSF, que a variante do Reino Unido "apresenta múltiplas mutações na proteína Spike, potencialmente mediadoras de uma maior capacidade de transmissão".

O Instituto admite que em fevereiro esta variante teve "um grande incremento" em Portugal, numa tendência claramente crescente e que já estava prevista.

Variantes do Brasil e África do Sul

Sobre outras variantes que igualmente têm suscitado preocupações aos cientistas, o relatório detalha que foram detetados, até à data, cinco casos da variante associada à África do Sul, sendo que apenas um foi detetado na amostragem nacional de fevereiro.

Os dados anteriores "sugerem que a circulação desta variante [da África do Sul] é ainda limitada em Portugal (0,1% na amostragem de fevereiro)".

Em relação à variante brasileira com origem em Manaus (Amazónia), "para além de sete casos previamente notificados (associados a uma única cadeia de transmissão), foram detetados mais três casos" em fevereiro, algo que indica que esta variante "apresenta uma circulação limitada em Portugal (0,4% na amostragem de fevereiro)".

Variante da Califórnia

Finalmente, a variante semelhante a uma variante já detetada na Califórnia, que no final de fevereiro preocupava os investigadores do INSA pela sua elevada capacidade de transmissão e potencial resistência à vacina, revelou sinais de abrandamento em Portugal: a sua frequência desceu de 6,8% em janeiro para 5,1% em fevereiro.

Sobre esta variante semelhante à da Califórnia, o INSA diz que existiu uma "estabilização da sua frequência", apesar "de manter, no entanto, uma ampla dispersão nacional, tendo sido já detetada em 45 concelhos, abrangendo 11 distritos de Portugal continental e ambas as regiões autónomas".

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