Medicamento para a doença de Parkinson de volta às farmácias

Um mês depois da rutura do stock do Sinemet, o Infarmed garante que as farmácias estão a ser abastecidas com as quantidades de medicamentos que precisam.

O medicamento para a doença de Parkinson já está a ser abastecido regularmente em Portugal. Um mês depois de o Sinemet ter esgotado nas farmácias, o Infarmed encontrou uma solução.

Sofia Oliveira Martins, do Conselho Diretivo do Infarmed, explica à TSF que neste momento o mercado está a ser abastecido por um stock que veio da empresa que produz o Sinemet. As farmácias vão também começar a receber um novo stock de medicamentos que contêm exatamente as mesmas substâncias que o Sinemet (carbidopa e levodopa).

"Neste momento, estamos em condição de dizer que os doentes que estão a tomar Sinemet vão poder continuar porque vamos conseguir abastecer o mercado até Portugal começar a ser abastecido por uma nova fábrica em Itália. Portanto, esse problema já não se vai voltar a pôr", explica.

Para já, estes medicamentos estão a chegar por autorização de utilização especial. São cerca de 280 mil embalagens de medicamentos de duas outras empresas, a Mylan e a Merck Sharp & Dohme (MSD). Ambos estavam registados em Portugal, mas não comercializavam devido ao preço. Vão abastecer o mercado para cerca de quatro meses.

Depois, a empresa em Itália vai começar a fornecer o mercado regularmente. Uma forma de resolver o problema que surgiu há um mês, quando a fábrica norte-americana foi obrigada a parar a produção.

Sobre as razões para essa paragem, a responsável do Infarmed explica que a empresa não explicou ao certo o que se passou. Sabe-se apenas que a fábrica teve de ser parada devido a uma inspeção da FDA (a autoridade que controla os medicamentos nos Estados Unidos), que não põe em causa a qualidade do produto.

Esta fábrica norte-americana já tinha falhado há alguns anos. Sofia Oliveira Martins explica que o Infarmed está agora empenhado em encontrar outras empresas que produzam o medicamento para que não se volte a repetir o problema.

"Aquilo que vamos desenvolver como esforços é tentar ficar cada vez menos dependente de uma só empresa. Porque o problema é 90% dos doentes estarem a tomar o medicamento. Quando o medicamento falha, os doentes ficam todos sem medicação", adianta, lembrando que ainda demorará algum tempo.

Para já, o problema está resolvido. Os medicamentos que estão agora a chegar às farmácias têm o mesmo preço, mas a apresentação vai ser diferente, em especial no número de comprimidos por embalagem.

O Infarmed aconselha ainda os doentes que mudaram a medicação a não voltarem para o Sinemet, devido às dificuldades de adaptação que este tipo de medicamentos implica.

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