David Justino

David Justino concorda com greves dos professores: "Sindicatos fazem aquilo que têm que fazer"

David Justino foi ministro da Educação durante cerca de dois anos, no governo de Durão Barroso. Olhando para a atual situação de tensão no setor, o antigo ministro, que foi também professor universitário, reconhece, em entrevista à TSF, que as greves dos professores são justas e fazem sentido. David Justino não critica os sindicatos, mas nota que os sindicalistas levam sempre vantagem sobre os ministros da Educação por estarem mais tempo nos cargos.

"O PS está a viver uma má compreensão da ética republicana"

"O PS está a viver uma má compreensão da ética republicana"

Sociólogo, já vamos saber se por vocação ou opção, está habituado a olhar para as pessoas no seu conjunto. Foi militante do PCP, depois militante do PS, foi deputado da Constituinte, foi ministro e fez aquilo a que se chama a reforma agrária. Deixou os partidos ainda antes da década de 1980. Ficou-se pelo ensino, a reflexão, o comentário, a análise, o pensamento em geral. Nasceu no Porto, viveu em Vila Real. Estudava Direito em Coimbra quando deu o salto para a Suíça porque não quis combater na Guerra Colonial. Sai de Genebra sociólogo quando se dá o 25 de Abril. Há poucos meses, numa entrevista ao Expresso, revela que aos 80 anos, feitos há pouco, quando olha para trás tem a impressão de que tem uma vida cheia de destroços.

Eduardo Manuel Drummond de Oliveira e Sousa

"Desmantelar o Ministério da Agricultura é uma questão de tempo"

Não foi suave o arranque da legislatura. As relações entre a Confederação dos Agricultores Portugueses (CAP) e a ministra da Agricultura azedaram ainda durante a campanha eleitoral. A CAP foi acusada de ser oposição e a ministra sugeriu, mais tarde, que os agricultores se fossem queixar àqueles a quem deram o voto. Em que ponto da relação estão Ministério e agricultores, numa altura em que são descobertos casos de escravatura entre trabalhadores migrantes contratados por grandes explorações, fundos europeus por aplicar e uma reforma institucional que não é pacífica? São temas desta conversa com Eduardo Oliveira e Sousa, presidente da CAP.

Vamos primeiro ao tema que é o elefante na sala. As Direções Regionais da Agricultura tinham morte anunciada, os serviços passariam para as Comissões de Desenvolvimento Regional (CCDR). A CAP insurgiu-se contra essa possibilidade. Depois o governo veio dar uma espécie de dito por não dito... Em que ponto é que estamos?