Mário Mourão, secretário-geral da UGT

"Linha vermelha" para um acordo salarial é de 7%, diz secretário-geral da UGT

Salário médio muito próximo do salário mínimo, trabalhadores a perderem poder de compra e empresas pouco dispostas a aumentar salários. Para a UGT, a linha vermelha que não pode ser ultrapassada na negociação de aumentos salariais é de 7%. A central sindical dá primazia ao "diálogo e à concertação", mas avisa que os protestos na rua não são monopólio da CGTP. Nesta entrevista à TSF e ao Diário de Notícias, Mário Mourão admite que é preciso fazer uma profunda reflexão sobre o sindicalismo atual e avisa que o governo, nos apoios que está a conceder, "não pode deixar ninguém para trás".

Governo não é "ágil, atento e bom ouvinte" nas medidas para enfrentar a inflação

Governo não é "ágil, atento e bom ouvinte" nas medidas para enfrentar a inflação

Com a inflação nos 9% e os preços da energia e do gás a subir, o governo anunciou um pacote para as famílias, mas as empresas ainda esperam pelas decisões do Conselho de Ministros. António Saraiva, presidente da Confederação Empresarial de Portugal estranha o atraso das medidas, lembra que a ​Alemanha já vai no quarto pacote de apoio, recorda que os patrões defendem a descida do IRC em 2% e acredita que só com "fé" é possível acreditar na previsão de Fernando Medina de um crescimento de 6,4%.

Pedro Abrunhosa

"As palavras, ao contrário das bombas, não matam ninguém"

Diz-se um escritor de canções. Não faz música de intervenção, mas por mais de uma vez, interveio no espaço público, a partir dos palcos. Nos anos 90, desafiou o então primeiro-ministro, Cavaco Silva, a talvez fazer. Acorrentou-se às portas do Coliseu do Porto, quando a sala de espetáculos da cidade onde nasceu e vive esteve para ser vendida a uma igreja. Há três semanas, num concerto, voltou a desafiar o poder. Desta vez, a mensagem não se ficou pela política doméstica e, de Águeda, a ideia era que a voz, que é acusado de não ter, chegasse a Moscovo. E chegou. A embaixada russa em Portugal criticou as palavras do artista, o Governo português respondeu e Pedro Abrunhosa considera que fez o que todos deveriam ter feito. Não critica quem o critica nem louva quem o aplaude... o autor recorda que uma coisa são "palavras" ditas num palco, outra bem diferente é a guerra que está em curso. E, recorda, "as palavras, ao contrário das bombas, não matam ninguém".