Em Viana do Castelo, não há verão sem os gelados do "senhor Lima"

Em Viana do Castelo, não há verão sem os gelados do "senhor Lima"

José Pereira Lima, de 71 anos, filho de pasteleiro, antigo serralheiro, emigrante em França, anda há 40, na sua velha carrinha "do tempo da guerra" a deliciar várias gerações de clientes em Viana do Castelo. Fabrica gelados, alguns com fruta do seu próprio quintal, e vende-os, hoje em dia estacionado junto à antiga praça de touros da cidade e à praia fluvial da Argaçosa. Quando a sua carrinha azul e branca aparece, novos e velhos formam fila para provar ou relembrar antigos sabores.

Laura Mendonça

Ajudante de lar: "Ganha-se muito pouco nas instituições"

Laura Mendonça, 48 anos, trabalha há 21 num lar de terceira idade no distrito de Viana do Castelo. Começou pela "paixão por ajudar as pessoas que precisam" e acabou por fazer da profissão de ajudante de lar a sua vida. Dentro e fora da instituição. É que, além do apelo de ajudar, também necessita de agregar outros rendimentos ao salário mínimo que aufere. "Fora do lar, presto assistência a muitas pessoas, para poder fazer face às minhas despesas. Ganha-se muito pouco nas instituições", afirma, sublinhando: "Ganhamos os 705 euros a trabalhar 37 horas semanais, mas fazemos feriados, fins de semana, natal, Páscoa. Trabalhamos todos os dias, 24 horas. Fazemos turnos rotativos. Portanto, [este trabalho] não é de todo bem pago." E acrescenta: "Também vamos ser penalizadas no futuro, porque trabalhamos até muito tarde. Vamos estar a trabalhar quando já fizermos parte da terceira idade e provavelmente a ganhar o salário mínimo. E vamos para a reforma com esse ordenado."